Algumas pessoas costumam ter dúvidas se um alimento industrializado também é ultraprocessado na hora das compras. No entanto, a resposta é mais simples do que parece. Segundo os nutricionistas, nem todo alimento fabricado pela indústria é considerado ultraprocessado e a classificação depende do nível e da finalidade do processamento pelo qual o produto passa.
De acordo com a classificação NOVA, que organiza os alimentos conforme a extensão e o propósito do processamento industrial realizado antes de chegarem ao consumidor, eles são divididos em quatro grupos: in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários processados, alimentos processados e ultraprocessados.
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Segundo essa divisão, processos como limpeza, secagem, descascamento e outras técnicas podem aumentar a durabilidade, a segurança e a variedade dos alimentos sem, necessariamente, transformá-los em ultraprocessados.
O que caracteriza um ultraprocessado?
De acordo com os nutricionistas, os ultraprocessados costumam ser produzidos a partir de partes ou derivados de alimentos, como farinhas, óleos e proteínas isoladas, combinados a diferentes substâncias e aditivos.
No caso deles, aromatizantes, corantes, espessantes, emulsificantes e realçadores de sabor costumam ser utilizados para modificar características como textura, aparência, sabor e durabilidade.
Ainda segundo a classificação Nova, que considera não apenas a composição nutricional, mas também a finalidade do processamento, produtos desenvolvidos com diversos ingredientes e aditivos para melhorar o desempenho industrial, facilitar a fabricação, prolongar a validade e torná-los mais atraentes ao consumidor se enquadram nessa categoria.
De forma geral, os ultraprocessados são produtos que descaracterizam os alimentos de origem e dificilmente poderiam ser produzidos da mesma forma em uma cozinha doméstica.
Existem ultraprocessados “do bem”?
Nos últimos anos, o conceito de “ultraprocessado do bem” ganhou espaço nas discussões sobre alimentação, mas a classificação não leva em conta apenas se o produto apresenta uma composição nutricional considerada melhor ou pior.
Para os especialistas, a avaliação também deve considerar a maneira como ele foi formulado e processado. Além da composição, deve entrar nessa análise características como a quantidade e a variedade de aditivos utilizados e o armazenamento prolongado em embalagens plásticas.
Isso porque, estudos recentes já encontraram relação entre o consumo elevado de ultraprocessados a problemas de saúde como obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de câncer e condições de saúde mental, como depressão e ansiedade.
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Como identificar um ultraprocessado?
De acordo com os especialistas, uma das principais formas de reconhecer esse tipo de produto é consultar a lista de ingredientes, e não apenas as informações destacadas na frente da embalagem. A presença da lupa na rotulagem também pode indicar características nutricionais relevantes, mas não substitui a leitura da composição.
Segundo eles, listas muito extensas, com ingredientes como amido, óleo e açúcar entre os primeiros itens, seguidos por diversas substâncias com funções de aromatizante, corante, espessante, emulsificante ou realçador de sabor, podem indicar que o produto pertence à categoria dos ultraprocessados e é melhor ser evitado.
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