A Prefeitura de Belém iniciou a instalação de jardins de chuva em diferentes áreas da capital paraense. A medida busca reduzir pontos de alagamento durante o período de chuvas, principalmente no inverno amazônico, que ocorre entre dezembro e abril.
A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e integra um conjunto de estratégias conhecidas como soluções baseadas na natureza. O objetivo é aumentar a capacidade de infiltração da água no solo e diminuir o volume que escoa pelas ruas.
Como funcionam os jardins de chuva
Os jardins de chuva são implantados em áreas antes impermeáveis, como trechos de calçadas e vias. A água das precipitações é direcionada para esses espaços, onde passa por camadas de solo drenante e vegetação. O processo permite infiltração gradual, reduzindo a sobrecarga na rede de drenagem.
Além da absorção, parte das impurezas é retida antes que a água alcance canais urbanos. As estruturas podem ser conectadas ao sistema de drenagem existente quando necessário.
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O projeto também prevê a instalação de canteiros pluviais, biovaletas, bacias de retenção e poços de infiltração. Esses dispositivos ajudam a armazenar temporariamente grandes volumes de água e a devolvê-la ao solo de forma controlada.
Locais onde os jardins estão sendo implantados
De acordo com a prefeitura, os primeiros pontos contemplados são:
- Rua dos Mundurucus com a Travessa Quintino Bocaiúva
- Avenida Marechal Hermes, ao lado do Porto Futuro
- Travessa Rui Barbosa com a Avenida Gentil Bittencourt, próximo ao Centur
- Travessa Quintino Bocaiúva com a Avenida Conselheiro Furtado
A proposta pode ser ampliada para outros bairros, com participação da população na manutenção dos espaços.
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O que é o conceito de “cidade-esponja”
O modelo de “cidade-esponja” foi desenvolvido pelo arquiteto chinês Kongjian Yu e já é aplicado em diferentes países. A proposta combina áreas verdes, pavimentos permeáveis e estruturas de retenção para absorver e armazenar água da chuva durante temporais.
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