Um episódio incomum chamou a atenção da comunidade científica de Campinas: amostras de vírus H1N1 e H3N2, responsáveis pela gripe sazonal, foram retiradas de um laboratório de alto nível de biossegurança da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sem qualquer autorização, permanecendo desaparecidas por mais de um mês.
A responsável pelo furto, identificada como a pesquisadora e professora doutora Soledad Palameta Miller, está respondendo em liberdade. Ela é investigada por furto, transporte não autorizado de material geneticamente modificado e por colocar em risco a saúde pública. Seu marido, Michael Edward Miller, também é alvo de investigação.

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De acordo com informações da Polícia Federal (PF), todas as amostras foram localizadas e mantidas sob segurança, sem risco de contaminação para a população. O material foi encontrado em laboratórios da própria universidade, incluindo a Faculdade de Engenharia de Alimentos e o Instituto de Biologia, a poucos metros do local original.
Além dos vírus da gripe humana, outras amostras virais, de origem humana e suína, foram levadas. O Ministério da Agricultura e Pecuária mantém sigilo sobre os tipos específicos de vírus, garantindo a preservação da segurança biológica.
O Laboratório de Virologia da Unicamp, de onde os materiais foram retirados, é classificado como Nível 3 de Biossegurança (NB-3), o mais alto permitido atualmente no país para estudo de agentes infecciosos. Um laboratório de nível 4, ainda mais seguro, está sendo construído na cidade e tem previsão de conclusão para 2027.
Especialistas reforçam que os vírus H1N1 e H3N2, apesar de populares na gripe sazonal, apresentam risco moderado para profissionais de laboratório e não oferecem perigo elevado ao público em geral.
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O caso levanta questões sobre segurança em instituições de pesquisa e o controle rigoroso de agentes infecciosos, mostrando que até ambientes altamente protegidos podem enfrentar desafios de supervisão e protocolo.
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