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CONTRAMÃO

Série C tem menos bets que Séries A e B em patrocínio master

Levantamento feito pelo DOL mostra que apenas 7 clubes da Série C têm bets como patrocinadoras master, na contramão das equipes das Séries A e B.

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Imagem ilustrativa da notícia Série C tem menos bets que Séries A e B em patrocínio master camera Explore o panorama dos patrocínios de apostas na Série C do futebol, comparando com as Séries A e B, e as mudanças no cenário legislativo. | André Moreira/Volta Redonda

O mercado de apostas esportivas se consolidou como uma das principais fontes de receita do futebol brasileiro nos últimos anos. No entanto, a Série C de 2026 segue um caminho diferente das duas principais divisões nacionais, com cerca de 35% apenas dos clubes que disputam a terceira divisão estampando como patrocinadora máster empresas de bet, dentre eles, o Paysandu.

Enquanto Série A e Série B contam, cada uma, com 12 dos 20 clubes (60%) exibindo casas de apostas como patrocinadoras master, na Terceira Divisão esse número é significativamente menor. Atualmente, segundo levantamento feito pelo DOL, apenas 7 dos 20 participantes (35%) têm empresas do setor estampando suas marcas na principal propriedade comercial do uniforme.

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Os clubes da Série C patrocinados por bets são: Inter de Limeira (Rivalo Bet), Santa Cruz (Bet da Sorte), Paysandu (Bet da Sorte), Botafogo-PB (Giros Bet), Maringá (Aposta Tudo), Ferroviária (Esportes da Sorte) e Volta Redonda (Betesporte).

As demais equipes da competição possuem patrocinadores de outros segmentos da economia, como bancos, indústria, educação, comércio e serviços, enquanto o Floresta-CE não estampa patrocinador master.

Até a 14ª rodada, dos oito clubes que ocupam o G-8 da Série C, seis contam com patrocínio master de casas de apostas, representando 75% dos times da zona de classificação.

Entre eles estão:

  • Inter de Limeira (Rivalo Bet);
  • Santa Cruz (Bet da Sorte);
  • Paysandu (Bet da Sorte);
  • Botafogo-PB (Giros Bet);
  • Maringá (Aposta Tudo);
  • Ferroviária (Esportes da Sorte).

Apenas Brusque-SC, patrocinado pela Havan, e Guarani, que tem a Asa Alumínio como patrocinadora master, não possuem empresas do setor de apostas estampadas na principal propriedade comercial da camisa.

Debate ganha força em Brasília

A discussão sobre publicidade e patrocínios de bets no futebol brasileiro ocorre em meio ao crescimento das preocupações sobre os impactos sociais das apostas esportivas.

Em fevereiro deste ano, foi aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal o PL 3.563/2024, que altera a Lei nº 14.790 e proíbe publicidade em rádio, televisão, jornais, revistas, internet, redes sociais, além de vedar patrocínios esportivos e culturais.

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O texto, relatado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), tem origem em proposta do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que argumenta que as campanhas publicitárias estimulam o jogo como forma de investimento e atraem novos apostadores por meio de bônus e promoções.

Apesar da aprovação na comissão, o projeto ainda precisará passar por outras etapas no Congresso antes de seguir para eventual sanção. Atualmente, o projeto está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob a relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM), que deve emitir parecer somente no segundo semestre.

Empresas do segmento argumentam que a proibição pode fortalecer plataformas ilegais e retirar uma das principais fontes de financiamento do esporte brasileiro.

STF também deve analisar o tema

Enquanto o Congresso debate novas restrições, o Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informação do jornal Folha de S. Paulo, prepara para o segundo semestre o julgamento da ação apresentada pela Procuradoria-Geral da República, que questiona a constitucionalidade da Lei das Bets.

Entre os principais pontos que devem ser analisados estão a possibilidade de restringir apostas feitas por beneficiários de programas sociais, limitar mercados considerados mais suscetíveis à manipulação, como apostas envolvendo um único atleta, e até a validade da regulamentação atual das apostas esportivas no país.

O julgamento ocorre em um contexto de crescente preocupação com o endividamento de apostadores, a proteção de consumidores e a integridade das competições esportivas.

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