O Parque Zoobotânico Mangal das Garças, em Belém, abriga diferentes espécies da fauna e flora amazônica. Entre os espaços do complexo está a Reserva José Márcio Ayres, onde visitantes observam diversas espécies de borboletas.
Uma das mais conhecidas no local apresenta coloração azul. Diferente de outras espécies, cuja cor está relacionada a pigmentos ou alimentação, esse tom é resultado de um fenômeno físico conhecido como coloração estrutural.
As asas das borboletas são formadas por escamas microscópicas compostas, em grande parte, por quitina. Essas estruturas possuem padrões organizados em camadas, com ranhuras e superfícies que interagem com a luz. Quando a luz branca atinge essas escamas, ocorre refração, reflexão e interferência. Esse processo faz com que apenas determinados comprimentos de onda sejam refletidos com maior intensidade — no caso, o azul.
De acordo com a técnica ambiental Beatriz Tavares, o contato direto com as asas pode comprometer a sobrevivência do inseto. As escamas são facilmente removidas ao toque e, além de alterar a aparência, podem afetar funções importantes para o animal.
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Outro fator que interfere no desenvolvimento das borboletas são as variações ambientais. Ainda na fase de pupa, mudanças de temperatura e umidade podem impactar a formação das asas. Ao sair do casulo, o inseto precisa expandir e secar as asas; alterações nesse processo podem gerar deformações.
O ciclo de vida das borboletas também responde a mudanças climáticas. Variações de temperatura podem afetar desde a formação até a reprodução. Além disso, fatores como desmatamento e uso do solo influenciam o equilíbrio ambiental e a disponibilidade de recursos necessários para a espécie.
Parte das borboletas enfrenta risco de desaparecimento devido à perda de habitat e alterações no ambiente. Algumas conseguem se adaptar, enquanto outras se tornam mais vulneráveis.
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O Mangal das Garças integra ações de conservação, pesquisa e educação ambiental. O espaço é administrado pela OS Pará 2000 e desenvolve atividades voltadas ao estudo de espécies amazônicas.
Programação diária:
- 08h30: alimentação das iguanas
- 10h: soltura de borboletas (consultar bilheteria)
- 10h15: alimentação das tartarugas
- 11h, 15h e 17h30: alimentação das garças
- 10h30: passeio com aves de rapina (terça a sexta)
- 16h30: passeio com corujas (terça a sexta)
O acesso a espaços monitorados, como o borboletário, tem cobrança de ingresso. O funcionamento ocorre de terça a domingo, das 8h às 18h, com fechamento às segundas para manutenção. O endereço é Rua Carneiro da Rocha, s/n, bairro Cidade Velha, em Belém.
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