Na madrugada de 3 de março, um eclipse lunar total promete transformar a paisagem do céu e colorir a Lua com tons avermelhados, fenômeno conhecido como “lua de sangue”. A fase mais intensa deve durar cerca de 58 minutos e poderá ser observada a olho nu em várias regiões do Brasil, dependendo das condições do tempo.
O fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. De acordo com a NASA, a etapa de totalidade — quando a Lua fica completamente encoberta pela parte mais escura da sombra terrestre — terá duração aproximada de 58 minutos.
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Que horas será possível ver o eclipse?
Com base no horário de Brasília, o eclipse seguirá uma sequência gradual ao longo da madrugada do dia 3:
3h44 – Início da fase penumbral, com leve escurecimento da Lua.
4h50 – Começa a fase parcial, quando a sombra mais escura passa a cobrir visivelmente o disco lunar.
6h04 – Início da totalidade.
7h03 – Fim da totalidade.
8h17 – Encerramento da fase parcial.
9h23 – Término completo do fenômeno.
Durante a totalidade, a Lua ficará totalmente imersa na umbra, a região mais escura da sombra da Terra, podendo adquirir a coloração avermelhada que marca o evento.
Será visível em todo o Brasil?
A observação dependerá principalmente das condições meteorológicas e da posição da Lua no horizonte ao amanhecer. Como a fase total acontece nas primeiras horas da manhã, a claridade do nascer do Sol pode interferir na visualização em algumas regiões.
Locais com céu limpo, horizonte desobstruído e baixa poluição luminosa oferecem melhores condições para acompanhar o eclipse, ao menos em parte. Já nuvens densas ou chuva podem impedir completamente a observação.
Por que a Lua fica vermelha?
A tonalidade avermelhada tem explicação científica. Durante o eclipse total, a luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de atingir a Lua. Nesse percurso, as cores de menor comprimento de onda, como azul e violeta, são dispersas, enquanto os tons avermelhados conseguem atravessar e iluminar a superfície lunar.
O mesmo fenômeno explica os tons avermelhados do nascer e do pôr do sol. A intensidade da cor pode variar conforme a quantidade de poeira, poluição e partículas presentes na atmosfera naquele período.
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Diferentemente do eclipse solar, o eclipse lunar pode ser observado com segurança a olho nu, sem necessidade de proteção especial. Binóculos e telescópios apenas ajudam a ampliar os detalhes da superfície.
O evento é natural, periódico e não provoca impactos em redes elétricas, satélites ou sistemas de comunicação.
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