Quantas histórias cabem em um simples pedaço de tecido? Para o biquíni, criado por Louis Réard em 1946 e que completa 80 anos em 2026, a resposta é: muitas. A peça que revolucionou o beachwear não é apenas roupa de banho, mas um símbolo de liberdade feminina, ousadia estética e transformações culturais. Ao longo de oito décadas, ela passou por guerras, censuras, ícones do cinema e da música, sempre se reinventando e mantendo o poder de encantar e provocar.
O primeiro biquíni surgiu no verão de 1946. Até então, mostrar o umbigo era impensável. Inspirado pelos testes nucleares no Atol de Bikini, Réard lançou o traje, imortalizado quando a dançarina Micheline Bernardini desfilou com ele em 5 de julho. Dois anos depois, a estilista alemã Miriam Etz, refugiada da Segunda Guerra, foi a primeira mulher a usar biquíni no Brasil, inspirando vedetes como Carmem Verônica e Norma Tamar.

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Nos anos 1950, o cinema consagrou a peça. Brigitte Bardot causou furor em Manina, a Garota do Biquíni (1952), enquanto na década de 1960 figuras como Ursula Andress, Nancy Sinatra e Helô Pinheiro ajudaram a consolidar o traje nas praias e nas telas, misturando moda, música e cinema.

O biquíni também quebrou tabus. Em 1971, Leila Diniz apareceu grávida na praia de Ipanema com um modelo de alças finas, provocando debates sobre o corpo da mulher gestante. Nos anos 1980, Monique Evans transformou o cortininha em ícone fashion, aproximando o beachwear do universo da moda.
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Nos anos 1990 e 2000, a ousadia chegou às passarelas. Karl Lagerfeld, na Chanel de 1996, reforçou o estilo minimalista e irreverente, enquanto Gisele Bündchen, em 2002, consolidou o Brasil como potência do beachwear, exportando milhões de peças pelo mundo.
Nos tempos mais recentes, a peça continua sendo símbolo de expressão e diversidade. Em 2017, Anitta projetou o biquíni de fita isolante para o mundo, e o debate sobre liberdade e diversidade de corpos ganhou força com o movimento body positive, representado por influenciadoras e atrizes como Paolla Oliveira.

A discussão sobre vestimentas como o burkini, proibido em algumas piscinas europeias em 2022, mostra como o debate sobre o corpo e a liberdade ainda está longe de acabar.

Em 2026, o biquíni mantém seu espírito irreverente e inovador. Da sobreposição de tecidos a formatos lúdicos e materiais naturais, a peça celebra o maximalismo, a diversidade e a criatividade, garantindo que, mesmo aos 80 anos, continue a ditar tendências e a provocar o imaginário coletivo.

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