A osteoporose pode evoluir durante anos sem apresentar sintomas e ser identificada apenas após uma fratura provocada por uma queda ou até mesmo por um esforço cotidiano. A doença reduz a resistência dos ossos e aumenta o risco de lesões, principalmente no quadril, na coluna vertebral e no punho. Segundo estimativas da Fundação Internacional de Osteoporose, cerca de 10 milhões de brasileiros convivem com a condição, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e de medidas preventivas, especialmente entre pessoas idosas.
Por que a osteoporose pode passar despercebida?
A doença é caracterizada pela redução da densidade e da resistência dos ossos, que se tornam mais frágeis e suscetíveis a fraturas. Como geralmente não provoca dor nas fases iniciais, muitas pessoas desconhecem o problema até sofrer uma lesão.
O ortopedista Renato Pinto explica que a ausência de sintomas dificulta a identificação da condição antes do surgimento de complicações.
“A osteoporose geralmente não provoca dor nas fases iniciais. Muitas pessoas acreditam que estão com a saúde óssea preservada porque não sentem nenhum desconforto, mas a perda de resistência dos ossos pode acontecer de forma progressiva. Em alguns casos, o primeiro sinal é justamente uma fratura após uma queda simples ou um esforço que normalmente não causaria esse tipo de lesão”, afirma.

Quem tem maior risco de desenvolver a doença?
O envelhecimento está entre os principais fatores de risco para a osteoporose. A condição também é mais frequente entre mulheres após a menopausa, devido à redução dos níveis de estrogênio, hormônio que desempenha um papel importante na manutenção da massa óssea.
No entanto, homens também podem desenvolver a doença. Outros fatores que aumentam o risco incluem:
- Histórico familiar de osteoporose ou fraturas;
- Baixo peso corporal;
- Tabagismo;
- Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
- Uso prolongado de determinados medicamentos, como corticoides;
Doenças que afetam o metabolismo e a saúde dos ossos.
As fraturas associadas à osteoporose merecem atenção especial na terceira idade. Além da dor e das limitações físicas, lesões no quadril e na coluna podem comprometer a mobilidade, a independência e a qualidade de vida, exigindo reabilitação prolongada.
Como é feito o diagnóstico da osteoporose?
A densitometria óssea é um dos principais exames utilizados para avaliar a densidade mineral dos ossos e identificar alterações compatíveis com osteopenia ou osteoporose.
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A necessidade do exame deve ser avaliada individualmente, considerando fatores como idade, histórico clínico e risco de fraturas. Por isso, o acompanhamento médico é importante para determinar quando a investigação deve começar.
“Não devemos esperar uma fratura acontecer para investigar a saúde dos ossos. Pessoas com fatores de risco precisam conversar com o médico sobre a necessidade de avaliação. O diagnóstico permite orientar mudanças de hábitos e, quando indicado, iniciar um tratamento que ajude a reduzir o risco de novas complicações”, destaca Renato Pinto.
Quem já sofreu uma fratura após uma queda leve ou um trauma de baixa intensidade também deve procurar avaliação médica. Em determinadas situações, a lesão pode indicar fragilidade óssea e justificar uma investigação específica.
Hábitos que ajudam a prevenir a osteoporose
A prevenção começa com cuidados adotados ao longo da vida. Uma alimentação equilibrada, com ingestão adequada de cálcio e vitamina D, contribui para a manutenção da saúde óssea. A prática regular de atividades físicas também ajuda a preservar a força muscular e a resistência dos ossos.
Exercícios de fortalecimento muscular e equilíbrio podem ser especialmente úteis para reduzir o risco de quedas entre pessoas idosas. A atividade, porém, deve ser adaptada às condições físicas e às limitações de cada pessoa, preferencialmente com orientação profissional.
Além disso, algumas mudanças dentro de casa ajudam a evitar acidentes, como:
- Retirar tapetes soltos e obstáculos dos locais de passagem;
- Manter os ambientes bem iluminados;
- Instalar barras de apoio em banheiros e outros locais necessários;
- Utilizar calçados firmes e adequados;
Manter a musculatura fortalecida e trabalhar o equilíbrio.
“Além de cuidar da saúde dos ossos, precisamos reduzir o risco de quedas. Manter a musculatura fortalecida, trabalhar o equilíbrio e observar as condições de segurança dentro de casa são atitudes que fazem diferença, principalmente na terceira idade”, orienta o ortopedista.
Quando procurar um médico?
A avaliação profissional é recomendada para pessoas com fatores de risco, histórico de fraturas ou suspeita de perda de massa óssea. O acompanhamento permite identificar a necessidade de exames, orientar medidas preventivas e indicar tratamento quando necessário.
A osteoporose pode não apresentar sinais evidentes no início, mas a investigação precoce ajuda a reduzir o risco de fraturas e suas consequências. A combinação de acompanhamento médico, alimentação adequada, exercícios e prevenção de quedas é importante para preservar a mobilidade e a autonomia, especialmente na população idosa.
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