RBA Rádio Clube 99 FM Diário FM RBATV Diário do Pará TEM+ DOL
Busca
Tem+
home
SAÚDE DA MULHER

Menopausa: 8 sinais que podem aparecer antes da última menstruação

Perimenopausa pode durar anos e provocar alterações no ciclo menstrual, ondas de calor, insônia, mudanças de humor, cansaço, lapsos de memória e queda da libido

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Menopausa: 8 sinais que podem aparecer antes da última menstruação camera Mudanças no ciclo, ondas de calor, insônia, alterações de humor e lapsos de memória podem ser sinais de que a perimenopausa já começou. | Reprodução/Magnific

Mudanças no ciclo menstrual, dificuldade para dormir e ondas de calor estão entre os sinais mais comuns da perimenopausa, fase de transição que antecede a menopausa e pode começar anos antes da última menstruação. Nesse período, as oscilações dos hormônios produzidos pelos ovários podem provocar uma série de alterações físicas, emocionais e cognitivas.

A perimenopausa costuma começar a partir dos 40 anos, sendo mais frequente depois dos 45, e pode durar, em média, de quatro a oito anos. A fase termina quando a mulher passa 12 meses consecutivos sem menstruar, momento em que é considerada a entrada na menopausa. Depois disso, começa a pós-menopausa.

CONTEÚDO RELACIONADO

SINTOMAS APARECEM DE FORMAS DIFERENTES

Especialistas explicam que os sintomas não aparecem necessariamente da mesma maneira para todas as mulheres e podem variar de intensidade ao longo do tempo.

Quer mais notícias de saúde? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.

1. Mudanças no ciclo menstrual

A irregularidade da menstruação costuma ser um dos primeiros sinais da perimenopausa. As oscilações nos níveis de estrogênio e progesterona podem alterar o padrão que a mulher estava acostumada a observar.

O intervalo entre as menstruações pode diminuir ou aumentar. O sangramento também pode ficar mais intenso, durar mais dias ou apresentar mudanças na duração habitual. Em alguns períodos, a menstruação pode simplesmente não ocorrer.

Conforme a transição avança, os intervalos sem menstruar tendem a se tornar mais frequentes. Quando são completados 12 meses consecutivos sem menstruação, considera-se que a mulher chegou à menopausa.

2. Ondas de calor e fogachos

Ondas repentinas de calor no rosto, pescoço e tórax podem surgir durante a perimenopausa e, em alguns casos, atrapalhar o sono e a rotina.
📷 Ondas repentinas de calor no rosto, pescoço e tórax podem surgir durante a perimenopausa e, em alguns casos, atrapalhar o sono e a rotina. |Reprodução/Magnific

Os chamados fogachos são episódios repentinos de calor que costumam atingir principalmente o rosto, o pescoço e o tórax. Eles podem vir acompanhados de suor, palpitação e, depois, uma sensação de frio.

As oscilações hormonais interferem no funcionamento das regiões cerebrais responsáveis pela regulação da temperatura corporal. Com isso, o organismo pode reagir de maneira exagerada a pequenas variações térmicas.

Embora normalmente durem poucos minutos, os episódios podem se tornar frequentes e intensos. Quando prejudicam o sono ou interferem na rotina, é recomendável procurar avaliação médica.

A terapia hormonal é considerada a opção mais eficaz para os sintomas vasomotores, mas existem alternativas não hormonais para mulheres que não podem ou não querem utilizar esse tratamento.

Manter os ambientes frescos, usar roupas leves, identificar possíveis gatilhos e praticar exercícios regularmente também pode ajudar.

3. Suor durante a noite

Os suores noturnos estão relacionados ao mesmo processo que desencadeia os fogachos. As alterações nos níveis de estrogênio podem interferir no controle da temperatura corporal e levar o organismo a produzir suor para tentar se resfriar.

Em alguns casos, a mulher acorda com pijama e roupa de cama encharcados e precisa trocar as peças durante a madrugada. Além do desconforto, esses episódios podem interromper repetidamente o sono.

Para amenizar o problema, algumas medidas incluem deixar o quarto mais fresco, utilizar roupas leves, evitar excesso de álcool e reduzir o consumo de café, principalmente no período noturno.

Além disso, a prática regular de atividade física também pode contribuir. É importante, porém, não associar automaticamente todo suor noturno à perimenopausa. Quando o sintoma é intenso ou aparece acompanhado de outras manifestações, outras causas precisam ser investigadas.

4. Sono fragmentado e insônia

Dificuldade para voltar a dormir após acordar durante a madrugada é uma queixa comum. Fogachos e alterações hormonais podem deixar o descanso mais fragmentado.
📷 Dificuldade para voltar a dormir após acordar durante a madrugada é uma queixa comum. Fogachos e alterações hormonais podem deixar o descanso mais fragmentado. |Reprodução/Magnific

Outra queixa frequente durante a perimenopausa é a chamada insônia de manutenção. A mulher consegue dormir, mas desperta durante a madrugada e encontra dificuldade para voltar a adormecer.

Também podem ocorrer vários despertares durante a noite ou acordar antes do horário desejado. As alterações hormonais podem interferir diretamente nos mecanismos relacionados ao sono e à temperatura corporal.

Fogachos e suores noturnos ainda podem contribuir para interromper o descanso. O resultado pode ser um sono pouco reparador, acompanhado de cansaço, redução da disposição, alterações de humor e dificuldades de memória e concentração.

5. Mudanças de humor

Ansiedade, irritabilidade e menor tolerância a situações do cotidiano também podem aparecer nessa fase. Muitas mulheres relatam não compreender inicialmente por que estão se sentindo diferentes.

Uma das explicações está na influência do estrogênio sobre neurotransmissores envolvidos no humor, no sono, na resposta ao estresse e na sensação de bem-estar.

Algumas mulheres descrevem a experiência como uma espécie de "TPM prolongada". Sintomas emocionais que antes apareciam apenas em determinados dias do ciclo podem se tornar mais prolongados, imprevisíveis ou intensos.

6. Cansaço e falta de energia

A combinação de alterações hormonais, noites mal dormidas, fogachos e mudanças de humor pode aumentar a sensação de cansaço e reduzir a disposição.
📷 A combinação de alterações hormonais, noites mal dormidas, fogachos e mudanças de humor pode aumentar a sensação de cansaço e reduzir a disposição. |Reprodução/Magnific

A sensação de exaustão durante a perimenopausa pode ter várias origens. As oscilações hormonais podem afetar o sono, o humor, a percepção de energia e a maneira como o organismo reage ao estresse. Fogachos, suor noturno, noites mal dormidas e alterações emocionais podem se somar e aumentar a sensação de cansaço.

Também podem ocorrer mudanças na composição corporal, redução da massa muscular e diminuição da atividade física, fatores que contribuem para a perda de disposição.

Mas nem todo cansaço nessa idade deve ser atribuído à perimenopausa. Anemia, deficiência de ferro ou vitamina B12, problemas na tireoide, apneia do sono, depressão e uso de determinados medicamentos também podem provocar falta de energia. Por isso, o sintoma precisa ser analisado dentro do contexto geral de saúde da mulher.

7. "Névoa mental" e lapsos de memória

Esquecer uma palavra, entrar em um cômodo e não lembrar o motivo ou ter dificuldade para organizar uma informação que antes parecia simples são situações que podem se tornar mais frequentes. A chamada névoa mental é usada para descrever essa sensação de lentidão, confusão ou dificuldade de manter a clareza do pensamento.

O estrogênio participa do funcionamento de áreas cerebrais relacionadas à memória, atenção e processamento de informações. Durante a perimenopausa, suas oscilações podem interferir nesses processos.

Estudos apontam alterações especialmente relacionadas à memória verbal, à atenção e à memória de trabalho. Como os níveis hormonais não caem de maneira linear - eles podem subir e descer de forma bastante variável -, os lapsos também podem aparecer com intensidades diferentes ao longo do tempo.

8. Redução da libido

A diminuição do desejo sexual pode estar relacionada às mudanças hormonais, mas não existe uma causa única para o problema.

A queda e a oscilação do estrogênio podem afetar a lubrificação, o fluxo sanguíneo, a sensibilidade e a resposta sexual. Algumas mulheres passam a apresentar secura vaginal, ardor ou dor durante a relação, o que pode tornar a atividade sexual menos prazerosa.

Além dos hormônios, outros fatores podem interferir na libido, como falta de sono, cansaço, ansiedade, alterações de humor, estresse e questões relacionadas ao relacionamento.

COMO ATRAVESSAR A PERIMENOPAUSA COM MAIS QUALIDADE

A chegada dessa fase não significa que a mulher precise simplesmente conviver com os sintomas. Algumas atitudes podem contribuir para preservar a saúde e melhorar a qualidade de vida.

  • Conheça seu corpo: acompanhar alterações no ciclo menstrual, no sono, no humor, nos fogachos, na disposição e na vida sexual pode ajudar a identificar padrões e facilitar a conversa com o médico.
  • Pratique exercícios: combinar atividades aeróbicas com exercícios de força favorece a saúde cardiovascular e pode beneficiar memória e cognição. A musculação também contribui para preservar força e massa muscular e proteger os ossos.
  • Cuide da alimentação: uma dieta equilibrada deve priorizar proteínas, fibras, frutas, verduras, leguminosas e fontes de carboidratos de boa qualidade.
  • Valorize o sono: acordar repetidamente, sofrer com fogachos ou passar meses dormindo mal não deve ser encarado como algo que simplesmente precisa ser suportado. O sono influencia memória, humor, apetite e disposição e pode até piorar a percepção de outros sintomas.
  • Procure atendimento: existem tratamentos para fogachos, distúrbios do sono e outras manifestações da perimenopausa. A orientação médica ajuda a identificar quais opções são adequadas para cada mulher.
  • Busque informação: entender as transformações que acontecem no organismo permite enfrentar essa etapa com mais conhecimento e autonomia.
  • Mantenha os vínculos sociais: conversar com amigas, sair, compartilhar experiências e manter uma rede de apoio pode ajudar a atravessar a transição com mais informação, compreensão e tranquilidade.

Fontes: Lucia Helena Simões da Costa Paiva, presidente da Comissão Nacional Especializada em Climatério da Federação Brasileira das Associações em Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo); Alessandra Bedin Pochini, médica ginecologista e nutróloga, professora da pós-graduação em nutrologia do Einstein, coordenadora da pós-graduação em nutrologia feminina da Nutrology Academy e da pós-graduação em nutrologia esportiva da EPM/Unifesp; e Jaime Kulak Junior, professor associado do Departamento de Tocoginecologia da UFPR, coordenador do ambulatório de climatério do HC da UFPR e membro da Comissão Nacional Especializada em Climatério da Febrasgo.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Te Cuida

    Leia mais notícias de Te Cuida. Clique aqui!

    Últimas Notícias