Poucas bebidas são tão consumidas e apreciadas como o café. Porém, diante das diferentes versões disponíveis, como coado, espresso e instantâneo, muita gente se pergunta se existe uma opção mais saudável entre elas.
A resposta depende de vários fatores.Todos os tipos de café possuem antioxidantes, minerais e compostos associados à proteção do coração e do cérebro. Ainda assim, aspectos como quantidade de cafeína, qualidade do grão, tipo de processamento, preservação dos nutrientes e até a forma de preparo podem influenciar diretamente os benefícios oferecidos por cada versão da bebida.
O que muda entre o coado, espresso e instantâneo?
O café coado é frequentemente apontado como uma das opções mais equilibradas do ponto de vista nutricional, principalmente quando preparado com grãos moídos na hora. Como o processo de extração acontece de forma mais lenta, a bebida costuma ter sabor mais suave, além de apresentar menor acidez em comparação com outros métodos.
Outro benefício do café coado, especialmente quando preparado em filtro de papel, é a maior retenção do cafestol, uma substância oleosa presente no café que pode contribuir para o aumento do colesterol LDL, conhecido como colesterol “ruim”. Isso torna o método uma alternativa interessante para pessoas com tendência genética ao colesterol alto.
O café espresso, por sua vez, é preparado sob alta pressão, utilizando pouca água e sem filtragem. O resultado é uma bebida mais intensa, tanto no sabor quanto na concentração de cafeína, além de apresentar níveis mais elevados de cafestol. Mesmo em pequenas doses, o espresso pode conter quase a mesma quantidade de cafeína de uma xícara grande de café coado.
Já o café instantâneo passa por processos industriais de desidratação, o que pode reduzir parte dos compostos aromáticos e nutricionais da bebida. Ainda assim, ele continua sendo fonte de antioxidantes e se destaca pela praticidade no consumo diário.
De maneira geral, especialistas apontam que todas as versões podem fazer parte de uma alimentação equilibrada quando consumidas com moderação, já que compartilham nutrientes e compostos benéficos semelhantes.
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Quando o café vira problema?
O maior risco relacionado ao café está no consumo excessivo. A ingestão elevada de cafeína pode provocar sintomas como taquicardia, ansiedade, azia, dores de cabeça, irritabilidade e até alterações na qualidade do sono.
A orientação mais aceita por especialistas é limitar o consumo diário de cafeína a até 400 mg — quantidade equivalente, em média, a quatro xícaras de café coado. Também é importante lembrar que outras bebidas, como energéticos, refrigerantes e alguns tipos de chá, contribuem para essa soma ao longo do dia.
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