O Brasil registrou três casos de Mpox no início de 2026, com dois diagnósticos em São Paulo e um em Porto Alegre. A detecção da doença voltou a mobilizar as autoridades de saúde pública no país.
As secretarias de saúde dos estados confirmaram os casos de Mpox em um momento de grande circulação de pessoas durante o período de Carnaval, o que amplia a preocupação das autoridades sanitárias.
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Uma característica preocupante desses casos é a identificação de uma cepa mais agressiva do vírus. O terceiro diagnóstico veio da capital gaúcha, onde a prefeitura ativou os protocolos de vigilância epidemiológica.
Como a doença se transmite?
O vírus da Mpox se espalha principalmente pelo contato próximo entre pessoas. As formas de transmissão incluem:
- Relações sexuais e contato físico íntimo;
- Toque direto em lesões de pele infectadas;
- Uso de objetos contaminados como roupas e lençóis;
- Contato com secreções respiratórias em situações prolongadas.
A eliminação do antigo nome "varíola dos macacos" ocorreu para evitar estigmatização e preconceitos relacionados à doença.
Sinais visíveis na pele
As lesões cutâneas representam o principal sinal clínico da Mpox. O processo de evolução dessas marcas segue etapas bem definidas.
Primeiro, surgem manchas vermelhas na pele. Essas manchas se transformam em pápulas, que são pequenas elevações. Depois, evoluem para vesículas e bolhas repletas de líquido. Por fim, formam crostas antes da cicatrização completa.
As lesões podem aparecer em várias partes do corpo: rosto, tronco, braços e pernas. A região genital é frequentemente afetada. Muitos pacientes relatam dor ou coceira intensa. O ciclo completo das lesões dura de duas a quatro semanas.
Outros sintomas da infecção
Além das alterações na pele, a Mpox provoca sintomas sistêmicos. Os pacientes apresentam febre, dor de cabeça e dores musculares. O inchaço dos gânglios linfáticos é comum.
A prostração e o cansaço extremo também fazem parte do quadro clínico.
Quando a situação se torna grave
A maior parte das pessoas infectadas se recupera sem complicações. O próprio organismo combate o vírus em algumas semanas. Porém, grupos específicos enfrentam riscos maiores.
Pessoas com o sistema imune enfraquecido podem desenvolver quadros severos. Aqueles com doenças crônicas também estão mais vulneráveis.
Em contextos com pouco acesso a serviços médicos, a taxa de letalidade pode chegar a 10%. Qualquer pessoa com sintomas suspeitos deve buscar atendimento médico imediatamente.
Opções de tratamento disponíveis
O Sistema Único de Saúde não dispõe de antivirais específicos para todos os casos de Mpox. O tratamento foca no alívio dos sintomas:
- Medicamentos para baixar a febre;
- Analgésicos para as dores musculares e de cabeça;
- Cuidados locais com curativos nas lesões;
- Acompanhamento médico regular.
Os casos mais graves podem exigir internação hospitalar. A equipe médica monitora a evolução do paciente e previne complicações.
Medidas de proteção
O isolamento é fundamental para conter a disseminação do vírus. Os pacientes confirmados devem permanecer afastados até que todas as lesões cicatrizem por completo. Esse período pode durar várias semanas.
O Ministério da Saúde oferece vacinação para grupos considerados de maior risco. A estratégia de imunização segue diretrizes específicas baseadas em estudos epidemiológicos.
Histórico recente da doença
Entre 2022 e 2023, um surto global de Mpox infectou cerca de 100 mil pessoas. A doença se espalhou por mais de 120 países em todos os continentes.
Esse episódio colocou a Mpox sob vigilância permanente da Organização Mundial da Saúde.
Desde então, casos isolados surgem em diferentes regiões do mundo. O Brasil mantém sistemas de monitoramento ativo para detectar novos diagnósticos rapidamente.
Cenário atual no país
Os três casos confirmados em 2026 não indicam um surto em larga escala. As autoridades sanitárias trabalham para identificar possíveis contatos dos pacientes infectados.
O objetivo é interromper cadeias de transmissão antes que a doença se espalhe.
A retomada de eventos de massa e o aumento da mobilidade urbana tornam o acompanhamento epidemiológico ainda mais necessário. As equipes de vigilância reforçam a importância da notificação rápida de casos suspeitos.
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