A Polícia Civil prendeu, na sexta-feira (25), Luiz Samuel Martins da Silva, investigado por dupla tentativa de latrocínio em um restaurante próximo a um shopping center, no bairro da Campina, em Belém.
Além disso, ele também responde por suspeita de envolvimento em esquema de extorsão contra comerciantes. Vale lembrar que o crime foi registrado em 6 de agosto deste ano.
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De acordo com as investigações, Luiz Samuel foi responsável pela organização e pela logística da ação criminosa. Os policiais o encontraram na residência em que mora, no bairro do Jurunas.
No local, ele recebeu voz de prisão e foi informado sobre a ordem judicial expedida contra ele. Durante a diligência, a equipe responsável apreendeu uma motocicleta e um celular. Os dois itens, portanto, devem passar por análise investigativa.
Após a prisão, Luiz Samuel foi conduzido à sede da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) e, logo depois, encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.
O papel do suspeito
Segundo a Polícia Civil, Luiz Samuel é apontado como integrante de uma facção criminosa. Além disso, ele teria função de articulador entre os executores de roubos e os membros do alto escalão da organização.
Assim, seu papel não se limitaria à execução direta dos crimes. A suspeita é que ele também coordenava e estruturava a logística das ações praticadas pelo grupo.
Esquema de extorsão contra comerciantes
A Delegacia de Repressão às Facções Criminosas participou da operação porque Luiz Samuel também é investigado por extorsão.
Segundo a polícia, a investigação apura a cobrança da chamada "taxa do crime" imposta pela organização a comerciantes da região.
De acordo com as informações investigativas, os comerciantes que recusavam o pagamento se tornavam alvos de roubos ordenados pela facção. Por isso, a prática funcionava como instrumento de intimidação e retaliação.
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A operação foi realizada pela DRFR em conjunto com a Delegacia de Repressão às Facções Criminosas, vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). O Núcleo de Inteligência Policial (NIP) também deu apoio à ação.
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