O cerco ao crime organizado ganhou mais um desdobramento fora do Pará. Em uma ação interestadual que mobilizou forças de segurança de duas unidades da federação, um dos principais alvos da Polícia Civil paraense morreu durante o cumprimento de um mandado judicial em Santa Catarina.
Eric Felipe Souza Monteiro, conhecido como “Boca Torta”, apontado pelas investigações como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Pará, morreu na manhã de quinta-feira (28), durante uma operação realizada no bairro Monte Cristo, em Florianópolis.
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A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Pará, com apoio da Coordenadoria de Recursos e Operações Especiais da Polícia Civil de Santa Catarina.
Segundo as autoridades, “Boca Torta” era alvo de mandado de prisão preventiva pelos crimes de promoção, constituição, financiamento e integração de organização criminosa.
De acordo com as investigações, ele estava escondido na capital catarinense e vinha sendo monitorado pelas forças policiais.
Durante o cumprimento da ordem judicial, conforme informou a Polícia Civil, o suspeito teria reagido à abordagem e disparado contra os agentes com uma arma de fogo que estava em sua posse de forma ilegal.
Houve confronto e, durante a troca de tiros, Eric Felipe foi baleado. Ele morreu ainda no local.
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As investigações da Polícia Civil do Pará apontavam que “Boca Torta” exercia papel estratégico dentro da estrutura do Comando Vermelho no estado.
Segundo os investigadores, ele era responsável por idealizar ações criminosas, articular ordens da facção e coordenar missões consideradas de alta periculosidade, incluindo ataques direcionados contra agentes das forças de segurança pública no Pará.
Além da atuação operacional, ele também era investigado por participação em atividades ligadas à sustentação logística e organizacional da facção criminosa.
A operação em Florianópolis tinha como objetivo cumprir a prisão preventiva e aprofundar as investigações sobre a rede de atuação criminosa interestadual.
A morte do suspeito representa um novo avanço no enfrentamento ao crime organizado e reforça a atuação integrada entre as polícias civis de diferentes estados no combate às facções que atuam em escala nacional.
O caso seguirá sendo investigado para identificar possíveis conexões, colaboradores e outros integrantes ligados à estrutura criminosa no Pará e em outras regiões do país.
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