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"JOGO LIMPO"

Operação prende 6 integrantes de torcida antes do Re-Pa

Ação da Delegacia de Proteção ao Torcedor cumpre mandados contra torcidas organizadas envolvidas em tumulto desportivo, roubo majorado e associação criminosa.

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Imagem ilustrativa da notícia Operação prende 6 integrantes de torcida antes do Re-Pa camera Operação "Jogo Limpo" prendeu integrantes de torcidas organizadas de Remo e Paysandu investigados por ataques violentos e apreendeu materiais nas casas dos suspeitos e nas sedes das torcidas. | Reprodução/RBATV

Em um cenário no qual o futebol frequentemente mobiliza paixões intensas, o desafio das autoridades tem sido impedir que rivalidades ultrapassem os limites do esporte e se transformem em episódios de violência. Para preservar a segurança nos estádios e nas ruas, operações policiais vêm sendo planejadas para identificar e responsabilizar grupos envolvidos em confrontos entre torcidas organizadas.

Foi nesse contexto que a Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a operação "Jogo Limpo", voltada ao combate à violência associada ao futebol no estado. Até a última atualização da ação, sete pessoas haviam sido presas durante a ofensiva policial.

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MANDADOS DE PRISÃO E BUSCA E APREENSÃO

Coordenada pela Delegacia de Proteção ao Torcedor e Grandes Eventos (DPTGE), a operação tem como alvo integrantes de torcidas organizadas suspeitos de envolvimento em ataques coordenados. A Justiça autorizou o cumprimento de nove mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, policiais também apreenderam celulares e outros materiais ligados aos investigados.

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O delegado Marcos Neto, da Delegacia de Proteção ao Torcedor, informou que os suspeitos presos - quatro ligados à torcida organizada do Paysandu e três vinculados à organizada do Remo - serão encaminhados à Justiça e deverão responder pelos crimes de tumulto desportivo, roubo majorado e associação criminosa.

ATAQUES RECÍPROCOS

Segundo o delegado, as investigações começaram após uma sequência de ataques envolvendo as duas torcidas uniformizadas nas últimas semanas. "Na verdade, nós iniciamos as investigações após ataques recíprocos entre as duas organizadas. No dia 5 de fevereiro, um integrante da torcida do Remo foi vítima de uma ação promovida por membros da organizada do Paysandu, logo após o jogo contra o Mirassol. Na ocasião, materiais da bateria da torcida remista foram levados e vários carros foram depredados em frente à sede", relatou, em entrevista ao programa Bora Cidade, da RBATV.

Ainda de acordo com Marcos Neto, poucos dias depois houve um novo episódio de violência. "Dois dias depois, no dia 7, foi a vez de a torcida do Paysandu ser alvo de um ataque. Durante a ação, foram roubadas camisas da sede da organizada e uma motocicleta chegou a ser incendiada", detalhou.

INVESTIGAÇÕES PARALELAS

A partir desses episódios, duas linhas de investigação foram conduzidas paralelamente pela Polícia Civil. Com a reunião de provas e elementos considerados suficientes, os investigadores solicitaram à Justiça os mandados de prisão e de busca e apreensão, que foram autorizados.

Os materiais apreendidos durante a operação estavam guardados tanto nas residências dos suspeitos quanto nas sedes das duas torcidas organizadas investigadas.

NOVAS FASES DA OPERAÇÃO

Segundo a Polícia Civil, a operação "Jogo Limpo" busca prevenir novos confrontos e reforçar a segurança em eventos esportivos, garantindo maior tranquilidade aos torcedores que frequentam os estádios no Pará.

"Essa foi a primeira fase dessa operação. A partir de agora, os aparelhos eletrônicos apreendidos serão submetidos à perícia e, dependendo do que for encontrado neles, novas fases da Jogo Limpo' deverão ser deflagradas", projetou o delegado Marcos Neto.

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