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SAÚDE PÚBLICA

Pará registra mais de 12 mil mortes por doenças cardíacas em 2025

Infarto, AVC e insuficiência cardíaca lideram óbitos; hipertensão silenciosa aumenta riscos

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Imagem ilustrativa da notícia Pará registra mais de 12 mil mortes por doenças cardíacas em 2025 camera Ascom/Sespa

Segundo dados do Datasus, em 2025, o Pará registrou 12.466 mortes relacionadas a doenças cardiovasculare. Desse total, 6.796 foram por infarto, 3.738 por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e 1.932 por insuficiência cardíaca. Esse cenário reforça a gravidade de problemas silenciosos e comuns, como a hipertensão arterial, que é um dos principais fatores de risco para essas condições.

Frequentemente chamada de “doença silenciosa”, a hipertensão não apresenta sintomas evidentes na maioria dos casos. Contudo, especialistas destacam que, mesmo sem sinais, ela pode causar lesões progressivas no coração e no cérebro. Quando não diagnosticada precocemente, aumenta significativamente o risco de eventos graves, como infarto e AVC.

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Segundo cardiologistas, a identificação precoce é fundamental para reduzir complicações ao longo do tempo. A pressão arterial acima de 120 por 80 mmHg já está associada ao aumento do risco cardiovascular, mesmo em indivíduos aparentemente saudáveis. Ainda de acordo com os cardiologistas, fatores como envelhecimento, diabetes, sedentarismo, tabagismo, colesterol elevado e histórico familiar também elevam o risco de AVC, principalmente em pessoas acima de 55 anos.

Sinais de alerta e falhas no atendimento

De acordo com os especialistas, os sinais de alerta já exigem atenção imediata das pessoas. Entre eles estão alterações na coordenação e equilíbrio, dificuldade para falar ou compreender, alterações na visão, dor de cabeça súbita e intensa, além de fraqueza ou paralisia em um lado do corpo. Ferramentas como a escala de Cincinnati ajudam a identificar rapidamente um AVC, avaliando a simetria facial, força dos braços e fala do paciente.

Hoje em dia, existem dois tipos principais de AVC: o isquêmico, causado pela obstrução de uma artéria, e o hemorrágico, resultante do rompimento de um vaso cerebral. O primeiro representa cerca de 85% dos casos, enquanto o segundo é mais grave e possui maior risco de morte.

Apesar de ser tratável, no Brasil, o AVC ainda enfrenta falhas no atendimento. Muitas vezes, os sintomas são confundidos com outras condições, e atrasos na realização de exames essenciais, como a tomografia, comprometem decisões rápidas.

Durante a internação, problemas como erros de medicação, monitoramento insuficiente e falhas na comunicação entre equipes tamém aumentam o risco de sequelas. Além disso, a ausência de um plano estruturado de reabilitação após a alta também eleva as chances de novos episódios.

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No caso do infarto, os sinais incluem dor ou pressão no peito, que pode irradiar para braços, mandíbula ou costas, além de falta de ar, suor frio, náuseas e tontura. A demora no atendimento, o diagnóstico tardio e a falta de continuidade do cuidado hospitalar são alguns dos fatores que podem impactar diretamente a evolução do paciente e a mortalidade.

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