A morte de uma cuidadora de animais, no último sábado (14), deixou dezenas de gatos e dois cachorros em situação de vulnerabilidade no bairro do Marco, em Belém. A mulher, que segundo familiares e vizinhos abrigava 61 gatos e dois cães em casa, morreu repentinamente, e os animais ficaram sem assistência imediata.
De acordo com o médico-veterinário Luís Arthur Almeida, que acompanha o caso, familiares entraram no imóvel no dia do falecimento e encontraram um cenário preocupante. “A casa estava em condições muito ruins, com fezes e urina espalhadas pelo chão, além de objetos e ferros espalhados pelos cômodos. Os animais estavam convivendo nesse ambiente”, relatou.
Inicialmente, a informação repassada por conhecidos era de que havia 61 gatos na residência. No entanto, após a vistoria, a estimativa atual é de que o número seja menor. “Acreditamos que hoje haja cerca de 20 gatos na casa. Alguns podem ter fugido devido às falhas no telhado e aberturas por onde conseguem escapar”, explicou o veterinário.
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Segundo ele, enquanto a cuidadora era viva, os animais recebiam alimentação adequada e acompanhamento básico. A maioria, cerca de 55 gatos, já estava castrada. Com a morte dela, porém, os animais ficaram desamparados. Familiares e voluntários passaram a fornecer água e ração, mas enfrentam dificuldades para manter todos em segurança.
“Como a casa tem problemas estruturais, eles escapam com frequência. Precisamos recolocá-los constantemente no imóvel, mas o ideal é que sejam adotados o quanto antes, para que tenham um destino digno e não acabem nas ruas”, afirmou.
Até o momento, alguns gatos foram adotados de forma individual. Tentativas de apoio junto a abrigos também foram feitas, mas não houve acolhimento em massa. “Uma pessoa chegou a se comprometer a buscar alguns gatos, mas não compareceu. Seguimos tentando ampliar a divulgação para conseguir lares responsáveis”, disse Luís Arthur.
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Em relação aos cães, ambos foram resgatados. Um deles já foi adotado, enquanto o outro permanece sob cuidados e deverá passar por cirurgia na próxima semana.
A maioria dos gatos apresenta bom estado de saúde, embora sejam bastante ariscos. Um dos animais, no entanto, preocupa os familiares. “Há um gato com epilepsia e uma ferida aparente. Ele é muito medroso e não permite aproximação, o que dificulta a medicação”, relatou o veterinário.
Os responsáveis pelo resgate reforçam o apelo por adoção responsável e apoio da comunidade. A preocupação é que, sem solução rápida, os gatos acabem escapando definitivamente e passem a viver em situação de rua.
Interessados em adotar ou ajudar com cuidados e tratamentos podem entrar em contato com Luís Arthur pelo número (91) 98016-9350.
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