O comentarista de extrema direita Milo Yiannopoulos, apoiador das políticas anti-imigração de Donald Trump, foi deportado dos Estados Unidos nesta sexta-feira (28), após ser considerado um “estrangeiro ilegal” pelas autoridades migratórias. Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, o britânico havia sido detido na quinta-feira (27), no aeroporto de Nova Orleans.
A deportação ocorre após Yiannopoulos ter defendido, no ano passado, medidas mais rígidas contra imigrantes em situação irregular. Na ocasião, ele chegou a defender a deportação de imigrantes indocumentados e a adoção de barreiras em estabelecimentos comerciais para impedir a entrada de pessoas que não comprovassem situação migratória regular.
Ordem de saída foi emitida em julho
Milo recebeu uma ordem de saída dos Estados Unidos em 22 de julho, depois de não comparecer a uma audiência relacionada ao processo de imigração.
A trajetória do comentarista é marcada por declarações e episódios controversos. Ele já foi acusado de promover discursos de misoginia e de manter vínculos com movimentos neonazistas. Em uma das ocasiões que geraram repercussão, foi filmado enquanto integrantes de uma plateia faziam saudações associadas ao fascismo.
Apoio a Trump e passagem pelo Breitbart
Yiannopoulos ganhou projeção no cenário político americano ao apoiar Donald Trump durante a campanha presidencial de 2016. Ele também chegou a trabalhar como estagiário no gabinete da deputada republicana Marjorie Taylor Greene.
O comentarista também teve passagem pelo site Breitbart News, de onde saiu após a repercussão de vídeos em que fez declarações consideradas controversas sobre pedofilia.
A deportação reacendeu críticas ao histórico de Yiannopoulos, especialmente porque ele havia defendido publicamente medidas de expulsão contra imigrantes que estivessem em situação irregular nos Estados Unidos.
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