As enchentes no Nepal e na região do Tibete já deixaram 626 mortos e 2.478 pessoas desaparecidas após o colapso de uma geleira provocar uma avalanche de pedras, gelo, lama e detritos na região do Himalaia. O novo balanço foi divulgado neste sábado (29) pelas autoridades locais e pela agência chinesa Xinhua. As equipes de emergência continuam as buscas, enquanto a destruição de pontes, estradas e outras estruturas dificulta o acesso às áreas atingidas.
Nepal concentra maior número de vítimas
Segundo o balanço divulgado pelas autoridades, 626 pessoas morreram na tragédia. Sete das vítimas foram registradas no território tibetano, enquanto a maior parte das mortes ocorreu no Nepal.
O número de desaparecidos chega a 2.478 nos dois lados da fronteira. No Nepal, são 1.924 pessoas ainda não localizadas. No território tibetano, outras 554 continuam desaparecidas.
As autoridades trabalham para encontrar sobreviventes, mas as condições nas áreas afetadas dificultam o avanço das operações de resgate.
Mais de 700 estrangeiros estão desaparecidos
Entre as pessoas que continuam desaparecidas estão centenas de estrangeiros que estavam na região como turistas ou trabalhadores.
A agência de desastres do Nepal estima que 517 turistas ou trabalhadores estrangeiros estejam entre os desaparecidos. Do lado chinês, as autoridades contabilizam outras 260 pessoas ainda não localizadas.
A presença de estrangeiros aumenta a complexidade dos trabalhos de identificação e localização das vítimas.
Como aconteceu a tragédia?
O desastre começou na quarta-feira (26), quando o colapso de uma geleira provocou uma gigantesca avalanche na região montanhosa.
Quer ler mais notícias do mundo? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!
A força do desmoronamento arrastou pedras, blocos de gelo, lama e outros detritos para os rios que cortam a cordilheira do Himalaia. O volume de material provocou enchentes repentinas e atingiu comunidades e estruturas localizadas na região de fronteira.
Escolas, hospitais, estradas e usinas hidrelétricas estão entre as estruturas danificadas.
Nepal pede ajuda especializada para os resgates
Embora tenha rejeitado ajuda estrangeira para as operações gerais de busca, o governo do Nepal solicitou apoio técnico em áreas consideradas mais complexas.
O ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, afirmou que o país possui capacidade para conduzir os trabalhos convencionais de resgate, mas necessita de especialistas para determinadas operações.
Entre os pedidos estão auxílio para retirar pessoas presas em túneis e identificar corpos encontrados nas áreas atingidas.
O Nepal também solicitou à Índia e à China a construção de pontes provisórias para restabelecer o transporte. Mais de 20 pontes foram completamente destruídas pelas enchentes.
Hospitais enfrentam falta de espaço para os corpos
A tragédia também provocou uma situação crítica nos hospitais da região. As unidades de saúde estão sobrecarregadas e enfrentam dificuldades para armazenar os corpos das vítimas.
Segundo Khanal, a falta de refrigeradores pode dificultar a conservação dos cadáveres e aumentar a possibilidade de que novos corpos sejam encontrados nas áreas atingidas.
As autoridades mantêm as operações de busca enquanto tentam recuperar a infraestrutura básica e ampliar o acesso às comunidades isoladas.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.








Comentar