O aumento expressivo nos custos do combustível de aviação tem pressionado fortemente o setor aéreo em todo o mundo. O querosene de aviação, segundo maior gasto das companhias, praticamente dobrou de preço desde o início da guerra no Irã, impactando diretamente as operações.
Mesmo com reajustes nas tarifas e taxas adicionais, como bagagem despachada, as empresas de baixo custo enfrentam mais dificuldades para repassar esses valores aos consumidores em um mercado altamente competitivo.
Nesse cenário, a companhia aérea americana Spirit Airlines encerrou suas atividades neste sábado (2), tornando-se a primeira grande empresa do setor nos Estados Unidos a interromper completamente suas operações após mais de duas décadas de atuação. O fechamento deixa milhões de passageiros com passagens emitidas para os próximos meses em busca de alternativas e resulta na perda de cerca de 17 mil empregos.
A decisão ocorre após a empresa não conseguir avançar em um acordo de resgate financeiro com o governo Trump, em meio ao agravamento de sua crise e ao impacto da alta do combustível, que inviabilizou o plano de recuperação após a segunda falência da companhia. Tentativas de negociação com o governo e credores não avançaram.
Segundo estimativas do setor, cerca de 9 mil voos programados da Spirit entre maio e o fim do mês serão cancelados, afetando aproximadamente 1,8 milhão de assentos. Passageiros devem buscar reembolso junto aos meios de pagamento ou alternativas com outras companhias, embora os preços de última hora tendam a ser mais altos.
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A Spirit, conhecida por seu modelo de tarifas ultrabaixas e cobrança de serviços adicionais, vinha operando no vermelho desde a pandemia. A empresa já havia entrado com pedido de falência duas vezes nos últimos anos.
O encerramento das atividades também deve pressionar ainda mais as tarifas aéreas nos Estados Unidos, em um mercado dominado por grandes companhias após sucessivas fusões e falências no setor.
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