A Meta desabilitou temporariamente os anúncios da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Facebook na sexta-feira (25), a dez dias do primeiro turno das eleições de 2026. A campanha do candidato apresentou um recurso contra a decisão e afirmou que não recebeu uma justificativa para o bloqueio. A conta foi normalizada no mesmo dia, mas a empresa ainda não explicou publicamente o motivo da suspensão.
Conta foi restabelecida após recurso
O bloqueio atingiu a conta utilizada pela campanha de Lula para realizar anúncios no Facebook. A equipe do candidato recorreu da decisão e pediu esclarecimentos à empresa.
A conta voltou a funcionar ainda nesta sexta-feira. A campanha, entretanto, aguarda uma manifestação da Meta para entender o que provocou a suspensão temporária.
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A empresa, responsável também pelo Instagram e pelo WhatsApp, não havia informado publicamente o motivo do bloqueio até a publicação da notícia.
Bloqueio ocorre na reta final da eleição
O episódio acontece a poucos dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A propaganda eleitoral na internet está autorizada desde 16 de agosto.
O período é considerado importante para as campanhas, que utilizam as plataformas digitais para divulgação de propostas, comunicação com eleitores e distribuição de conteúdo.
A legislação eleitoral estabelece regras específicas para a publicidade política na internet e para a atuação das plataformas durante o período eleitoral.
Relação da Meta com o governo dos EUA
O episódio envolvendo a campanha de Lula ocorre em meio a discussões sobre a atuação das grandes empresas de tecnologia na política.
Em janeiro de 2025, após Donald Trump assumir novamente a Presidência dos Estados Unidos, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou mudanças na política de moderação de conteúdo da empresa.
Na ocasião, Zuckerberg afirmou que a Meta trabalharia com o governo norte-americano para pressionar outros países em situações que, segundo ele, prejudicassem empresas de tecnologia dos Estados Unidos.
Governo brasileiro defende regulação das big techs
A relação entre o governo brasileiro e as grandes plataformas digitais também é marcada pelo debate sobre a regulamentação das big techs.
O governo Lula defende a criação de regras para aumentar a responsabilidade das empresas em relação aos conteúdos publicados em suas plataformas. Entre os temas discutidos estão desinformação, segurança digital, discurso de ódio e proteção do processo eleitoral.
A proposta de regulamentação é alvo de críticas de empresas de tecnologia e também já provocou divergências entre autoridades brasileiras e o governo dos Estados Unidos.
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