O Banco Central informou, na última semana, que R$ 6,241 bilhões em valores esquecidos por clientes ainda permanecem depositados em instituições financeiras do país.
O levantamento considera dados acumulados até maio de 2026. O montante está distribuído entre pessoas físicas e empresas que, por diferentes razões, não solicitaram o resgate dos recursos.
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O Sistema de Valores a Receber (SVR), disponível no site do Banco Central, permite que qualquer cidadão verifique se tem dinheiro a receber. Do total de R$ 6,2 bilhões, a maior parte pertence a pessoas físicas.
São R$ 4.437.422.917,99 vinculados a 24.080.039 brasileiros. Além disso, R$ 1.804.196.767,06 estão relacionados a 2.274.851 empresas. Portanto, o volume de recursos afeta tanto cidadãos comuns quanto o setor empresarial.
Os valores têm origens diversas, entre elas:
- Contas bancárias encerradas com saldo residual;
- Cotas de consórcios não resgatadas;
- Tarifas cobradas indevidamente por instituições financeiras;
- Depósitos em instituições que encerraram atividades.
Por que o total diminuiu?
Em março de 2026, o Banco Central contabilizava R$ 10,6 bilhões em valores esquecidos. No entanto, o montante caiu de forma expressiva nos meses seguintes.
Isso aconteceu porque parte dos recursos foi transferida para um fundo público. Esse fundo, por sua vez, tem a finalidade de viabilizar o programa Desenrola 2.0, voltado à renegociação de dívidas de brasileiros.
O processo de consulta é simples e pode ser feito pelo próprio cidadão. Para isso, basta acessar o SVR no site oficial do Banco Central. O sistema indica se há valores disponíveis e a qual instituição financeira estão vinculados.
O resgate segue as seguintes etapas:
- Consulta no SVR para verificar a existência de valores;
- Indicação de uma chave Pix para o recebimento dos recursos;
- Contato direto com a instituição financeira responsável para regularizar o processo.
E no caso de pessoas falecidas?
O sistema também contempla situações envolvendo pessoas já falecidas. Nesse caso, herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais têm autorização para consultar e solicitar os valores.
Contudo, é necessário comprovar o vínculo legal com o falecido durante o processo. Portanto, quem estiver nessa situação deve reunir a documentação adequada antes de entrar em contato com a instituição financeira.
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