O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, entrou no quarto dia de depoimentos e foi marcado por relatos de violência e acusações graves. Nesta quinta-feira (28), a ex-companheira dele, Déborah Mello Saraiva, falou ao Tribunal do Júri sobre episódios que, segundo ela, teriam sido sofridos pelo próprio filho durante o período em que manteve relacionamento com o acusado.
Déborah é mãe de Enzo, menino que teria sido agredido por Jairinho quando ainda era criança. Em depoimento, ela contou que conheceu o ex-vereador em 2014, quando trabalhava na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, e que o relacionamento entre os dois durou cerca de seis anos.
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Segundo a testemunha, os relatos do filho começaram a surgir somente após a repercussão nacional da morte de Henry Borel. Ela afirmou que a criança primeiro revelou os episódios à avó e, depois, decidiu conversar diretamente com a mãe sobre o que teria acontecido.
De acordo com o depoimento apresentado no julgamento, Enzo contou que Jairinho teria colocado objetos em sua boca para impedir que ele gritasse durante agressões físicas. A ex-companheira do acusado afirmou ainda que o filho descreveu situações em que o ex-vereador teria pisado em sua barriga enquanto ria.
Déborah também declarou que, em uma das ocasiões citadas pelo menino, ela estava desacordada em outro cômodo da casa. Segundo o relato apresentado ao júri, ela acredita ter sido dopada naquela noite. Durante o depoimento, a testemunha ainda acusou Jairinho de violência sexual.
Outro episódio mencionado pela ex-companheira envolve uma fratura sofrida pelo filho. Ela afirmou que Jairinho havia levado a criança para um encontro e, depois, informou que o menino teria machucado a perna. No hospital, exames apontaram fratura no fêmur.
Ainda conforme o depoimento, Enzo passou a evitar contato com Jairinho após os episódios narrados. Segundo Déborah, a criança não queria mais sair sozinha com o então padrasto.
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Jairinho é julgado pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em 2021, no Rio de Janeiro. O caso teve grande repercussão nacional e segue sendo acompanhado por familiares, movimentos de defesa da infância e pela opinião pública.
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