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PM MORTA EM SÃO PAULO

19 ligações em 16 minutos: para quem tenente-coronel ligou após o tiro

Relatório da Polícia Civil detalha contatos feitos por tenente-coronel investigado por feminicídio e acesso a contas da vítima

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Imagem ilustrativa da notícia 19 ligações em 16 minutos: para quem tenente-coronel ligou após o tiro camera De acordo com relatório da Polícia Civil, ao qual a reportagem teve acesso, três aparelhos do militar foram apreendidos para perícia. | Reprodução

A análise de um dos celulares do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, investigado pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32, identificou registros de ligações realizadas após o disparo ocorrido no apartamento onde o casal vivia. O oficial nega ter cometido o crime.

De acordo com relatório da Polícia Civil, ao qual a reportagem do UOL teve acesso, três aparelhos do militar foram apreendidos para perícia. Os dados extraídos de um dos dispositivos mostram a sequência de uso do telefone no dia 18 de fevereiro.

Registros de uso e ligações

Segundo o documento, o primeiro desbloqueio do aparelho foi registrado às 5h04. Por volta das 7h28, uma vizinha relatou ter ouvido um disparo no local.

O primeiro telefonema ocorreu cerca de 27 minutos depois. Em um intervalo de 16 minutos e 39 segundos, foram realizadas 19 ligações. Entre os contatos está o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que esteve no apartamento após ser acionado.

A defesa do magistrado informou que ele foi chamado como amigo do tenente-coronel e que eventuais esclarecimentos serão prestados às autoridades. A Polícia Civil afirmou que não houve interferência do desembargador nas investigações.

Avaliação da Polícia Civil

No relatório, os investigadores apontam que a sequência de ligações indica um padrão de comportamento após o ocorrido. Segundo o documento, a conduta registrada não corresponde ao que seria esperado de alguém que teria presenciado o suicídio da companheira.

A análise também menciona que houve priorização de contatos antes do acionamento de serviços de emergência, além de procedimentos realizados antes da coleta de vestígios periciais.

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Acesso a redes sociais da vítima

Os dados do celular também indicam que o investigado tinha acesso às contas da vítima em redes sociais, como Instagram e Facebook. A informação, segundo a Polícia Civil, está alinhada a depoimentos que apontam controle sobre os perfis da soldado.

Defesa do investigado

Em nota, a defesa de Geraldo Leite Rosa Neto afirmou que informações sobre o caso vêm sendo divulgadas com interpretações que atingem a vida privada do militar.

O advogado Eugênio Malavasi declarou que confia na condução das investigações e que o tenente-coronel aguarda o esclarecimento completo dos fatos.

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