Em meio ao cerco cada vez mais apertado contra suspeitas de crimes no sistema financeiro, a Polícia Federal voltou suas atenções para um nome já conhecido do mercado. Menos de um ano após a liquidação do Banco Master, determinada pelo Banco Central, o principal controlador da instituição reaparece no centro de uma investigação que envolve cifras bilionárias, decisões do Supremo e acusações graves.
Dono e principal controlador do Banco Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central, o empresário Daniel Vorcaro, de 42 anos, foi preso nesta quarta-feira (4), em São Paulo. A detenção ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras.
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A investigação mira crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídos a uma organização criminosa. Além da prisão de Vorcaro, a Polícia Federal cumpre outros três mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais. Todas as ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, e a apuração conta com apoio técnico do Banco Central do Brasil.
A Justiça também determinou o afastamento de investigados de cargos públicos e o bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. A medida busca impedir a movimentação de recursos ligados ao grupo e preservar valores possivelmente associados às irregularidades investigadas.
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Quem é Daniel Vorcaro?
Natural de Belo Horizonte, onde nasceu em 6 de outubro de 1983, Vorcaro é formado em Economia e possui MBA em Business/Managerial Economics pelo Ibmec. Ele ganhou projeção nacional após o Banco Master fechar operações de grande porte com o governo do Distrito Federal por meio do Banco de Brasília (BRB).
O BRB adquiriu títulos de crédito emitidos pelo Banco Master operações que estão no centro das apurações da Polícia Federal. As investigações buscam esclarecer a legalidade e a origem dos recursos envolvidos.
Além da atuação no setor financeiro, Vorcaro também integra o quadro societário da Sociedade Anônima do Futebol do Atlético Mineiro. Ele detém 20,2% da SAF do clube por meio do fundo Galo Forte Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia (FIP). A origem dos recursos utilizados nessa operação também é analisada, diante de suspeitas de possível ligação com o PCC.
A defesa do empresário ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
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