Imagens divulgadas nas redes sociais registraram o desabamento de um imóvel na Rua Cristiano Roças, em Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, durante o temporal que atinge a região desde segunda-feira (23). Segundo informações oficiais, ao menos quatro pessoas morreram em decorrência das chuvas no município.
Além das vítimas, moradores relataram prejuízos com a entrada de água em residências. Vídeos mostram veículos sendo arrastados pela enxurrada em diferentes pontos da cidade. A Prefeitura de Ubá informou que mobilizou equipes para atendimento às famílias afetadas e definiu o Fórum Cultural como ponto oficial de arrecadação de alimentos, roupas e itens de primeira necessidade.
A administração municipal também comunicou que prédios públicos foram atingidos pela inundação. Estão com atendimentos suspensos a Farmácia Municipal, o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), a Policlínica Regional, a EAP Central e o Serviço de Transportes Assistenciais. Os procedimentos de hemodiálise seguem mantidos dentro das condições operacionais disponíveis, segundo a prefeitura.
Mortes e deslizamentos em Juiz de Fora
Em Juiz de Fora, também na Zona da Mata, a prefeitura confirmou 14 mortes relacionadas às chuvas. Os óbitos ocorreram em sete deslizamentos registrados nos bairros JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa.
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No bairro Paineiras, na região central, parte de um prédio e duas casas foram atingidas após a queda de um barranco. A Defesa Civil contabilizou 251 ocorrências em um único dia. A prefeita Margarida Salomão informou que diversos bairros ficaram isolados após o transbordamento do Rio Paraibuna e de córregos da cidade.
De acordo com dados da prefeitura, fevereiro acumulou 584 milímetros de chuva, superando o recorde anterior de 456 milímetros, registrado em 1988. O volume corresponde a 270% da média esperada para o mês, estimada em 170,3 milímetros.
Estado de calamidade pública
A Prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública por 180 dias. A medida permite a solicitação de recursos federais e estaduais para ações emergenciais. Servidores municipais foram autorizados a trabalhar de forma remota e as aulas na rede municipal foram suspensas.
Três escolas foram disponibilizadas como pontos de acolhimento para desabrigados: Escola Municipal Paulo Rogério dos Santos, Escola Municipal Murilo Mendes e Escola Municipal Camilo Ayupe.
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O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou que as equipes atuam em ocorrências de alagamentos, soterramentos, avaliação de imóveis com risco estrutural e retirada preventiva de moradores em áreas vulneráveis. O trabalho conta com militares especializados, cães de busca e equipamentos voltados para operações em desastres.
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