O Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais ingressou com ação civil pública contra a TV Globo por divergência na pronúncia da palavra “recorde” em programas da emissora.
O autor da ação é o procurador Cléber Eustáquio Neves. Ele solicita indenização de R$ 10 milhões por suposta lesão ao patrimônio cultural imaterial relacionado à língua portuguesa.
Conteúdo relacionado:
- Caso Master: festas na mansão de Vorcaro entram na mira de investigação
- O que levou o ex-príncipe Andrew à prisão? Entenda a relação com caso Epstein
- Ministro Jader Filho visita obras do Minha Casa no Tapanã
Questionamento sobre prosódia
Na petição, o procurador afirma que a emissora adota a pronúncia “récorde”. Segundo o entendimento apresentado na ação, a forma correta seria “recórde”, por se tratar de palavra paroxítona, com a sílaba tônica em “cor” e sem acento gráfico.
Para fundamentar o pedido, foram anexados trechos de programas exibidos pela emissora, entre eles o Jornal Nacional, o Globo Esporte e o Globo Rural.
Pedido de retratação e cumprimento imediato
O MPF sustenta que, por operar mediante concessão pública de radiodifusão, a emissora deve observar a norma culta da língua portuguesa. De acordo com a ação, a repetição da pronúncia questionada poderia afetar o direito coletivo à programação com finalidade educativa e informativa.
Quer mais notícias do Brasil? Acesse o nosso canal no WhatsApp
Além da indenização, o órgão pede que a emissora realize retratação em rede nacional, utilizando a pronúncia indicada na ação. Também foi solicitada liminar para que a medida seja adotada de forma imediata, caso a Justiça entenda pelo deferimento do pedido.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.








Comentar