A derrota por 2 a 1 para o Bahia, nesta segunda-feira (14), na Arena Fonte Nova, deixou o Remo ainda mais pressionado na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Com apenas 11 rodadas pela frente, o técnico Léo Condé reconheceu que a missão de evitar a queda para a Série B ficou mais complicada, mas garantiu que a equipe não pretende desistir da competição.
Após a partida, o treinador foi direto ao falar sobre a matemática necessária para que o Leão Azul permaneça na elite. “Nesse momento temos que ser o mais sincero possível, principalmente com a nossa torcida, que 100% nos apoia em todas as partidas. Faltam 11 jogos, nos quais precisamos fazer 7, 6 vitórias, três empates. Não é impossível, mas temos que dizer que é muito difícil”, afirmou.
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O treinador também fez questão de ressaltar que não pretende abandonar o trabalho. “Não vamos largar as mãos. É mais um desabafo mesmo. No segundo tempo tivemos algumas oportunidades de fazer os gols e não fizemos, foi assim praticamente o campeonato todo. Mas o que quero dizer é que tenho muito orgulho de estar aqui e que vamos lutar até o final pra conseguir sair disso”, declarou.
Questionado sobre a pressão pelo cargo, o treinador afirmou que mantém uma relação de respeito com a diretoria e revelou que o presidente Tonhão já conversou sobre eventual mudança. “Em várias vezes já deixei ele à vontade, por entender e criar um fato novo e eu não serei empecilho e não estou aqui para atrapalhar o Remo. Só que sou um profissional e não vou jogar a toalha e confio no meu trabalho”, afirmou.
Futuro no comando técnico
O treinador também explicou que seu contrato com o Remo é válido apenas até o fim desta temporada. Não existe, portanto, vínculo firmado para 2027. Neste momento, entretanto, a prioridade de Condé está concentrada exclusivamente na tentativa de evitar o rebaixamento. “Enquanto há vida, há esperança. A gente realmente vem em uma sequência muito ruim de resultado, mas de performance temos conseguido”, disse.
O Remo terá agora dois compromissos consecutivos em Belém, contra Santos e Grêmio. Para Condé, os confrontos serão fundamentais na tentativa de reação. “Estamos há cinco pontos de sairmos, restam seis jogos em Belém, serão importantes e temos que ganhar, não tem outra matemática, e procurar pontos fora de casa”, finalizou.
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