Um dos nomes mais questionados por parte da torcida do Remo quando o campeonato começou, Marcelinho era visto no máximo como um reserva. Pesava nessa avaliação o fato de ser um remanescente da campanha na Série B, o que gerava um indisfarçado ranço de preconceito. Na bola, com esforço e disciplina, o lateral-direito reverteu as expectativas.
Para isso, contribuiu a evolução no plano físico, após se recuperar de uma lesão no início da competição. Aos poucos, foi mostrando a todos que tinha futebol para mostrar e convencer. Sob o comando de Léo Condé, Marcelinho evoluiu muito, a ponto de se tornar um titular incontestável, peça estratégica no modelo de jogo que a equipe pratica hoje.
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A técnica que sempre teve permite fugas pelo lado direito e faz dele uma arma ofensiva preciosa para o Remo. Marcou um gol de cabeça contra o RB Bragantino, posicionando-se como um atacante que ataca espaços. Contra o Bahia, na Fonte Nova, deu um pique de 30 metros para cruzar uma bola na cabeça de Alef Manga nos minutos de acréscimo de uma partida desgastante.
Ali ficou evidenciada a exuberância física que faltou no período em que o Remo ainda era treinado por Juan Carlos Osório, com as incertezas próprias daquele momento. Recondicionado, Marcelinho passou a ser o ala veloz e preciso nos cruzamentos que o time não tinha. Na partida diante do Botafogo, no Rio, outra boa participação dele, fundamental para o triunfo.
Críticas dão lugar para protagonismo
No domingo, contra a Chapecoense, Marcelinho pareceu juntar todas as boas performances anteriores e entregou na Arena Condá um desempenho que teve grande importância no resultado final. Além da participação nos lances do segundo e do terceiro gols, o ala apareceu para finalizar em três situações agudas. Não há dúvida de que, a partir de agora, Marcelinho deixa de figurar no grupo de jogadores que sempre encabeçavam as cobranças mais azedas da torcida azulina.
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