Há jogos em que o futebol deixa de ser apenas técnica e tática para se transformar em um teste de resistência, paciência e adaptação. Em Belém, sob um céu carregado e um gramado castigado pela chuva, o duelo entre Remo e Monte Roraima expôs exatamente esse cenário, onde o imprevisível ganhou protagonismo e o resultado acabou refletindo muito mais do que o placar final.
O Remo iniciou a partida com uma formação alternativa, mas, ao longo do segundo tempo, foi reforçando a equipe com a entrada de novidades como David Braga e Mayk, além da dupla ofensiva titular formada por Gabriel Taliari e Alef Manga. Ainda assim, nem mesmo as mudanças foram suficientes para garantir a vitória na segunda rodada da Copa Norte 2026, disputada em um Baenão completamente encharcado. Além do pênalti perdido por Gabriel Povedo, o Remo ainda sofreu com a grande atuação do goleiro André, que fez defesas salvadoras para o adversário.
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Com o empate no Baenão, o Grupo B da Copa Norte segue embolado, mas já apresenta um pelotão de frente bem definido. O Porto Velhor lidera com seis pontos e melhor saldo de gols após golear o Galvez por 4 a 0, seguido de perto por Amazonas FC e Águia de Marabá, que somam três pontos. Já o Remo, com dois jogos disputados, aparece na quarta colocação com apenas um ponto, mesma pontuação do Monte Roraima, que fica atrás pelos critérios de desempate. Na lanterna está o Galvez, ainda sem pontuar e com saldo negativo expressivo.
PRIMEIRO TEMPO SOB CHUVA
Sob um céu carregado e com o clima típico de decisão antecipada, o primeiro tempo de Remo e Monte Roraima, no Baenão, foi marcado mais pela superação das condições adversas do que pela efetividade ofensiva. A forte chuva que caiu em Belém transformou o gramado em um verdadeiro desafio para os jogadores, interferindo diretamente na dinâmica da partida e travando diversas jogadas que poderiam levar perigo.
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Uma cena curiosa chamou a atenção ainda na etapa inicial. Mesmo antes da chuva desabar, o tempo já estava bastante nublado na capital paraense, obrigando o acionamento dos refletores do estádio bem mais cedo do que o previsto, às 17h24 (de Brasília). Aos 19 minutos de bola rolando, a arbitragem percebeu que a baixa luminosidade prejudicava a visibilidade e solicitou a iluminação artificial. No entanto, parte do sistema demorou a funcionar, forçando a paralisação da partida e antecipando a parada técnica. Pouco depois, todos os refletores estavam operando normalmente e o jogo foi retomado, já sob chuva intensa.
POÇAS D'ÁGUA E LANCES PERDIDOS
Mesmo com o cenário adverso, o Remo tentou assumir o protagonismo desde os primeiros minutos, explorando principalmente as investidas de Pikachu e as bolas levantadas na área. A melhor chance azulina surgiu aos 40 minutos, quando Poveda arriscou de fora da área, o goleiro deu rebote e Pikachu finalizou para uma grande defesa. Antes disso, Jajá quase abriu o placar ao chegar por pouco em cruzamento de Zé Ricardo. No entanto, o excesso de água no gramado atrapalhou lances promissores, como uma bola levantada por Tchamba que parou em uma poça, impedindo a finalização.
Do outro lado, o Monte Roraima também encontrou dificuldades, mas conseguiu criar algumas oportunidades, especialmente em bolas paradas. A melhor delas veio já nos acréscimos, quando Bruno cabeceou com perigo após escanteio e obrigou o goleiro Ivan a fazer grande defesa. A equipe ainda levou sustos com o gramado escorregadio, que provocou quedas e atendimentos médicos, além de um cartão amarelo para Luisinho. Com paralisação momentânea, chuva forte e muitas dificuldades em campo, o primeiro tempo terminou sem gols, mas recheado de episódios que marcaram a partida.
SEGUNDO TEMPO
Se o primeiro tempo foi de resistência e adaptação, a etapa final trouxe emoção, gols e um roteiro daqueles que testam o coração do torcedor no Baenão. Mesmo com a chuva ainda presente, embora mais leve, e o gramado ainda castigado, Remo e Monte Roraima voltaram mais dispostos, transformando o jogo em um duelo aberto, marcado por oportunidades claras e reviravoltas.
O Remo cresceu na partida e passou a pressionar com mais intensidade, especialmente após as mudanças promovidas por Léo Condé. Aos 15 minutos, Pikachu sofreu pênalti após invadir a área em velocidade, mas na cobrança, Poveda parou em grande defesa do goleiro André, que já começava a se firmar como o nome do jogo. Pouco depois, aos 24, o Leão finalmente abriu o placar: após cobrança de escanteio, Taliari, que havia acabado de entrar, aproveitou o rebote e mandou para o fundo das redes, incendiando o Baenão. O time seguiu em cima, criando novas chances, incluindo finalizações de Taliari e Zé Welison, ambas paradas em intervenções decisivas de André.
Quando parecia ter o controle da partida, o Remo foi surpreendido. Aos 33 minutos, em uma jogada aparentemente tranquila, houve falha na comunicação entre o goleiro Ivan e Matheus Alexandre, e o zagueiro Nauberth não perdoou, aproveitando a confusão para empatar o jogo para o Monte Roraima. O gol mudou o cenário e trouxe tensão aos minutos finais. Mesmo assim, o Leão voltou a pressionar, criando chances em bolas aéreas, como a cabeçada de Tchamba já nos acréscimos, mas sem sucesso. Após parada para hidratação e muita insistência azulina, o árbitro encerrou a partida em 1 a 1, frustrando a tentativa de recuperação do time paraense diante de sua torcida, que vaiou os jogadores na saída do gramado.
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