Entre o fim de uma temporada histórica e o início de um novo capítulo na elite do futebol brasileiro, o Clube do Remo viveu uma transformação que vai além das quatro linhas. Se o acesso à Série A encerrou um jejum de 31 anos, o período entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026 consolidou uma mudança estrutural: o elenco azulino valorizou 56,6% em menos de três meses.
Segundo levantamento do DOL com base nos dados do Transfermarkt, o Remo fechou a Série B com um elenco avaliado em R$ 104,32 milhões. Cerca de três meses depois, iniciando a disputa do Brasileirão, segundo a plataforma, o grupo passou a valer R$ 163,4 milhões, um salto de R$ 59,08 milhões no patrimônio esportivo do clube.
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Vale destacar que, ainda na segunda divisão, o Remo aparecia como dono do segundo elenco mais valioso da competição, atrás apenas do Athletico-PR (R$ 248,32 milhões). O clube paraense superava equipes tradicionais como Coritiba (R$ 103,23 milhões), Cuiabá (R$ 90,88 milhões) e América-MG (R$ 88,32 milhões).
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O investimento elevado, incomum para clubes da Região Norte, foi acompanhado por desempenho. O acesso confirmou que planejamento financeiro e esportivo caminharam lado a lado, transformando potencial econômico em resultado dentro de campo.
Novo cenário na elite
Com a atualização dos valores já na Série A, o Remo aparece à frente de Coritiba (R$ 152,7 milhões) e Chapecoense (R$ 97,8 milhões), entre os elencos menos valiosos da divisão, mas demonstrando força patrimonial superior a parte da concorrência direta na luta pela permanência.
A valorização também se reflete nos principais ativos do grupo. Considerando a cotação do euro em R$ 6,17 no dia 17 de fevereiro de 2026, os jogadores mais valiosos do elenco têm os seguintes valores convertidos:
- Leonel Picco – € 3 milhões (R$ 18,54 milhões)
- Patrick de Paula, pertencente ao Botafogo – € 3 milhões (R$ 18,54 milhões)
- Diego Hernández, também ligado ao Botafogo – € 1,8 milhão (R$ 11,12 milhões)
- João Lucas, do Grêmio – € 1,5 milhão (R$ 9,27 milhões)
- Braian Cufré – € 1,5 milhão (R$ 9,27 milhões)
Investimento x desempenho
A valorização de 56,6% não representa apenas um ajuste de mercado impulsionado pelo acesso, ela simboliza a consolidação de um projeto que ampliou receitas, atraiu jogadores mais valorizados e fortaleceu o posicionamento institucional do clube.
No entanto, até o momento em que o levantamento foi realizado, apesar da valorização no plantel azulino, o desempenho não está acompanhando o alto investimento. Mas, é importante ressaltar que a temporada ainda está no início, com apenas três rodadas do Brasileirão disputadas.
Diante disso, se em novembro o Remo celebrava o retorno à elite, em fevereiro já apresenta indicadores de um clube financeiramente mais robusto. O desafio agora é transformar a valorização patrimonial em estabilidade esportiva e provar que o salto não foi circunstancial, mas parte de um novo ciclo na história azulina.
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