O Castelão, em São Luís, foi palco de uma partida marcada por equilíbrio, forte disputa física e grande atuação dos goleiros, mas que terminou com roteiro cruel para o Maranhão e comemorado intensamente pelo Paysandu. Durante boa parte do jogo, o empate parecia inevitável, com as duas equipes alternando momentos de pressão e boas defesas. No entanto, o futebol guardou sua decisão para um dos últimos lances da partida. O atacante Ítaco mostrou mais uma vez sua estrela ao marcar aos 49 minutos do segundo tempo.
Com a vitória por 1 a 0, o Paysandu chega aos 20 pontos e assume a segunda colocação da Série C, consolidando-se na parte de cima da tabela e reforçando sua campanha na competição. Já o Maranhão amarga o resultado duro e chega a cinco jogos sem vencer na competição.
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PAYSANDU COMEÇA TOMANDO A INICIATIVA
Assim que a bola rolou, o Paysandu demonstrou postura ofensiva e tentou controlar o jogo no campo adversário. A primeira chegada veio pela direita, com Edílson avançando em profundidade, obrigando a defesa maranhense a ceder escanteio após corte de Fernando.
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Apesar da iniciativa do Papão, o Maranhão também buscava se inserir na partida e não demorou a responder.
MARANHÃO REAGE COM FINALIZAÇÕES DE MÉDIA DISTÂNCIA
A equipe maranhense passou a explorar chutes de fora da área. Em uma das primeiras investidas, a jogada envolveu Vagalume e Will, resultando em cruzamento na área que não encontrou finalização.
Pouco depois, o próprio Maranhão teve sua primeira finalização efetiva: Vagalume arriscou uma bomba de média distância, exigindo boa defesa do goleiro Gabriel Mesquita, que espalmou para escanteio. Rosivan também tentou surpreender, finalizando de longe, mas sem direção ao gol.
PRIMEIRO CHUTE DO PAPÃO E RESPOSTA OFENSIVA
O Paysandu respondeu com Marcinho, que arriscou a primeira finalização bicolor na direção do gol, mas a bola saiu pela linha de fundo. A partir desse momento, o time paraense passou a ganhar mais presença ofensiva, mesmo sem transformar posse em grandes chances claras de gol nos primeiros minutos.
O volume ofensivo do Paysandu cresceu com participação ativa de Kleiton Pego, que passou a aparecer como principal nome nas ações de ataque. Em uma das jogadas mais perigosas, ele finalizou com perigo, mas a bola desviou na defesa e saiu para escanteio. Na sequência, voltou a tentar, obrigando o goleiro Vitão a trabalhar.
ESCANTEIO, CONFUSÃO E QUASE GOL DO PAPÃO
Na cobrança de escanteio, o Paysandu chegou ao lance mais caótico da partida até então. A defesa do Maranhão não conseguiu afastar completamente o perigo, e a bola sobrou em uma sequência confusa envolvendo Bruno Bispo e Kleiton Pego, que acabou sendo decisivo ao evitar o que seria o primeiro gol do jogo. O Maranhão respirou aliviado após o lance.
A partida ganhou contornos mais duros aos 22 minutos, quando Henrique recebeu cartão amarelo após falta em Rafael, interrompendo uma jogada promissora do Maranhão. A partir daí, o duelo ficou mais travado, com disputa intensa no meio-campo e menos fluidez nas construções ofensivas.
MARANHÃO TENTA RESPONDER, MAS PAYSANDU MANTÉM VOLUME
O Maranhão ainda tentou equilibrar as ações, mas encontrou dificuldades para furar o bloqueio defensivo do Paysandu. Uma chegada com Rafael terminou em finalização para fora, enquanto outras tentativas foram neutralizadas com segurança.
Do outro lado, o Paysandu manteve a pressão e seguiu acumulando finalizações. Kleiton Pego voltou a aparecer em boa chance, mas parou em intervenção de Vitão, que já se destacava como um dos principais nomes do primeiro tempo.
VITÃO CRESCE E IMPEDE VANTAGEM BICOLOR
Na reta final da etapa inicial, o goleiro Vitão passou a ser decisivo. Aos 38 minutos, Kleiton Pego voltou a finalizar forte, mas o arqueiro maranhense fez nova defesa segura. Pouco depois, o Paysandu teve mais uma boa chegada, novamente com finalização perigosa que obrigou Vitão a intervir mais uma vez, mantendo o empate no placar.
Nos instantes finais do primeiro tempo, o Paysandu seguiu insistindo. Thayllon protagonizou uma jogada individual, passou por dois marcadores e finalizou com perigo, mas encontrou mais uma grande defesa de Vitão, que fechou o gol e garantiu o empate parcial.
SEGUNDO TEMPO
O segundo tempo começou com a mesma temperatura competitiva da etapa inicial. Maranhão e Paysandu voltaram do intervalo dispostos a resolver a partida, mas rapidamente ficou claro que a dificuldade para transformar volume em gol seguiria como marca do confronto. A sensação era de um jogo aberto, porém travado na última decisão.
Logo aos 7 minutos, o Paysandu voltou a acelerar. Pedro Henrique finalizou com força e obrigou o goleiro Vitão a se esticar todo para evitar o gol, mantendo o Maranhão vivo na partida. O arqueiro maranhense, aliás, voltaria a ser protagonista em vários momentos decisivos.
MARANHÃO RESPONDE E QUASE ABRE O PLACAR
O Maranhão não demorou a responder. Aos 10 minutos, Vagalume arriscou da entrada da área e levou enorme perigo ao gol defendido por Gabriel Mesquita, com a bola passando muito perto da trave. Dois minutos depois, em contra-ataque rápido, Luís Gustavo finalizou com desvio na defesa, fazendo a bola atravessar a área com perigo, levantando o Castelão.
Aos 15 minutos, o Maranhão voltou a pressionar. Fernando finalizou forte, obrigando Gabriel Mesquita a fazer grande defesa para evitar a abertura do placar. O jogo ganhava intensidade e mostrava um cenário de equilíbrio real, com chances claras para os dois lados. Aos 17 minutos, o Paysandu promoveu mudança dupla: saíram Henrico e Kleiton Pego, entrando Thiago Índio e Lucas Cardoso. A saída de Kleiton, um dos mais perigosos do ataque, chamou atenção pelo peso ofensivo que ele vinha exercendo.
PRESSÃO CRESCE E O JOGO VIRA TROCA DE GOLPES
O ritmo seguiu acelerado. Aos 23 minutos, Pedro Henrique avançou e soltou uma bomba que passou raspando a trave, levando perigo real ao gol do Maranhão. O Paysandu parecia mais presente no campo ofensivo, mas o jogo ainda estava longe de ser dominado.
Aos 25 minutos, o Maranhão respondeu com três alterações simultâneas: saíram Fernando, Felipe Cruz e Will, entrando Railson, Felipe Sales e Joelson. A tentativa era clara: renovar energia e tentar segurar o ímpeto bicolor. Aos 28 minutos, o Paysandu promoveu novas mudanças: saíram Thayllon e Juninho, entrando Thalyson e Ítalo. As alterações mostravam a busca por maior profundidade e fôlego ofensivo.
Aos 33 minutos, o Maranhão fez mais uma troca: saiu Rosivan para entrada de Rodrigo Oliveira. No mesmo momento, o Paysandu também mexeu: saiu Facundo Bonifazi e entrou Luciano Taboca. O jogo já era marcado por constantes alterações táticas e físicas. Na mesma faixa de tempo, o Paysandu voltou a assustar em cobrança de escanteio, com a bola passando muito perto do gol. O lance aumentou a sensação de que a qualquer momento o placar poderia ser aberto.
GOL NOS ACRÉSCIMOS DEFINE A VITÓRIA BICOLOR
Mas o futebol guardava emoção para o fim. Já nos acréscimos, o Paysandu construiu a jogada decisiva. Em boa troca de passes, Gustavo Índio finalizou forte, Vitão fez a defesa parcial, mas no rebote apareceu Ítalo, atento dentro da área, para empurrar para o fundo das redes. O gol tardio explodiu a torcida bicolor e silenciou o Castelão. Um lance construído na insistência, na pressão final e na capacidade de decisão no detalhe.
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