O Paysandu entra na reta final do Campeonato Paraense cercado por um contexto que vai além das quatro linhas. Às vésperas do primeiro Re-Pa da final, marcado para domingo, dia 1º de março, contra o Remo, o clube vive o impacto público do processo de recuperação judicial, mas trabalha internamente para que a exposição das dívidas não interfira no rendimento esportivo.
A diretoria bicolor adotou medidas práticas para blindar o elenco em um momento sensível da temporada, tratando a decisão estadual como prioridade estratégica. A principal ação é financeira. O Lobo vai antecipar para esta sexta-feira (27) o pagamento integral dos salários referentes ao mês de março, cujo vencimento tradicional ocorre no dia 5.
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Além disso, os direitos de imagem, normalmente quitados no dia 15, também serão pagos de forma antecipada. A estratégia busca evitar qualquer ruído interno, garantir tranquilidade aos atletas e manter o ambiente totalmente voltado para a decisão. O entendimento da diretoria é que atrasos ou incertezas financeiras costumam impactar diretamente o desempenho esportivo — algo que o clube quer afastar às vésperas de dois jogos decisivos.
Rotina ajustada e foco total na final
No planejamento esportivo, o elenco terá rotina diferenciada. A concentração está marcada para sexta-feira, dois dias antes do clássico, reforçando o cuidado com preparação física, descanso e controle emocional. A comissão técnica avalia que, em partidas desse porte, fatores extracampo podem pesar tanto quanto questões táticas, principalmente em um cenário de pressão ampliada por fatores institucionais.
O segundo jogo da final está marcado para o dia 8 de março, também no Estádio Mangueirão, fechando um ciclo que pode ser determinante para o restante da temporada bicolor. Além de decidir o título do Parazão, o Re-Pa surge como um teste de maturidade institucional para o Paysandu. Consciente dos desafios financeiros, o clube tenta demonstrar que a reorganização fora das quatro linhas não precisa se refletir negativamente dentro delas.
Recuperação judicial e estabilidade interna
A recuperação judicial naturalmente levanta questionamentos sobre possíveis reflexos dentro de campo. A exposição do passivo e a repercussão pública das dívidas poderiam gerar insegurança. Internamente, porém, a avaliação é diferente. A diretoria entende que o processo, ao organizar o fluxo de pagamentos e suspender cobranças imediatas, oferece mais estabilidade do que risco, desde que o futebol permaneça como prioridade.
A antecipação de salários e direitos de imagem se insere justamente nessa lógica de proteção ao ambiente esportivo. O grupo, segundo avaliação interna, respondeu bem à condução do tema. A comissão técnica mantém discurso de foco total no desempenho, enquanto a diretoria assume protagonismo na gestão administrativa. A separação entre campo e gestão é tratada como essencial neste momento.
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