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CONDENADO

Justiça ordena arrombamento e reforço policial contra Marcelinho Carioca

Ex-jogador escapa de penhora por dívida de R$ 705 mil.

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Imagem ilustrativa da notícia Justiça ordena arrombamento e reforço policial contra Marcelinho Carioca camera Marcelinho foi condenado em todas as instâncias, sem possibilidade de recurso. | Reprodução

A Justiça de São Paulo autorizou arrombamento e reforço policial para cumprir uma ordem de penhora de veículos contra Marcelinho Carioca, ex-ídolo do Corinthians. A medida, determinada pelo juiz Alfredo Gehring Cardoso Falchi Fonseca, foi publicada no fim de julho e até agora não saiu do papel.

Oficiais de Justiça tentaram localizar o ex-jogador em duas ocasiões, nos dias 31 de agosto e 25 de setembro, e não o encontraram em nenhuma delas.

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Na última tentativa, interlocutores informaram aos oficiais que Marcelinho estava em viagem, sem previsão de retorno.

A dívida chega a R$ 705 mil e tem origem em um processo de 1998. Os credores são Servio Machado, coletor de lixo aposentado de 75 anos, e Pedra Batista, trabalhadora doméstica de 69 anos.

O casal busca indenização há 28 anos pela morte do filho Cristiano Donizeti, morto aos 17 anos no sítio do então astro corintiano.

O garoto havia sido contratado para trabalhar na propriedade de Marcelinho. Segundo a sentença, ele era menor de idade, inexperiente com animais e sem preparo para as tarefas que lhe foram atribuídas.

O sítio, por sua vez, não tinha estrutura adequada para criar cavalos. Cristiano recebia R$ 180 por mês.

O acidente ocorreu quando o menino foi pisoteado por um cavalo da fazenda. A sentença registra que ele amarrou a corda na própria cintura, gesto que evidenciou sua inexperiência.

O juiz considerou que o empregador tinha o dever de treinar e orientar o trabalhador antes de designar tarefas de risco, o que não aconteceu.

Marcelinho foi condenado em todas as instâncias, sem possibilidade de recurso. A Justiça entendeu que ele teve culpa no acidente por ser responsável pelo local e por ter contratado um jovem sem experiência e sem orientação adequada.

A indenização original foi fixada em R$ 100 mil, valor que cresceu ao longo dos anos.

Desde então, os advogados do casal enfrentam dificuldades para localizar bens em nome do ex-jogador.

Uma pesquisa feita pelo Sniper, sistema do Conselho Nacional de Justiça para investigação patrimonial, não encontrou imóveis, veículos ou valores relevantes em nome de Marcelinho. O sistema identificou apenas contas bancárias vazias.

Em 2024, o casal descobriu que imóveis de Marcelinho na Mooca, zona leste de São Paulo, avaliados em R$ 1,3 milhão, foram a leilão para quitar dívidas de condomínio.

A Justiça determinou que Servio e Pedra recebessem parte do valor arrecadado, limitado a 150 salários mínimos. Contudo, também esse caminho não resultou no pagamento da indenização.

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O casal afirma que jamais foi procurado por Marcelinho para qualquer tipo de acordo ou auxílio. O ex-jogador não se pronunciou.

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