O VAR no futebol brasileiro deu mais um passo rumo à modernização. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou a fase de integração entre o árbitro de vídeo e o impedimento semiautomático (SAOT), etapa considerada decisiva para que a tecnologia comece a operar ainda no segundo semestre da temporada na Série A do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.
O trabalho acontece na Central do VAR, no Rio de Janeiro, onde árbitros e assistentes participam de treinamentos com situações simuladas de jogo. O objetivo é alinhar os procedimentos entre as duas ferramentas antes da estreia oficial da novidade nas competições nacionais.
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No Pará, o avanço também já é percebido. O Estádio Mangueirão está entre as praças que receberam a instalação da tecnologia, já que o Clube do Remo, atual integrante da Série A do Campeonato Brasileiro, utilizará o sistema ao longo da competição.
Segundo o diretor da Comissão de Arbitragem da CBF, Netto Góes, a preparação busca garantir que todos os profissionais estejam aptos a trabalhar com o novo recurso, inclusive aqueles que não atuarão diretamente com a tecnologia neste primeiro momento.
"Todas as etapas estão sendo cumpridas para termos o bom uso da tecnologia. Neste momento, os árbitros e assistentes estão em contato com todo o conceito e atuação do projeto, inclusive profissionais que não terão o contato com a tecnologia neste momento. Mas a CBF faz questão de capacitar todos os árbitros do quadro de arbitragem, assim como todo o corpo técnico", disse Netto Góes.
O gerente técnico de VAR da CBF, Péricles Bassols, explicou que os treinamentos reproduzem cenários reais de partidas, permitindo que a equipe de arbitragem se familiarize com os novos protocolos antes da implementação definitiva.
"É um momento em que a gente tem que submeter os árbitros a esse treinamento, aos procedimentos e processos de uma ação de impedimento em jogo real. Estamos na fase dos simuladores, então são clipes simulados de situações de impedimento onde ensaiamos as possíveis situações de impedimento que vão acontecer nas partidas. É um momento de integração entre as tecnologias, mas que aproveitamos para colocar os árbitros à par dos procedimentos e dos processos que serão necessários em um dia de jogo, sob pressão", disse Péricles Bassols.

A implantação do sistema é realizada pela CBF em parceria com a Genius Sports, empresa responsável pela tecnologia. O investimento é de aproximadamente R$ 25 milhões, e o modelo adotado é o mesmo utilizado em campeonatos como os da Inglaterra, Bélgica e México.
A expectativa é que o impedimento semiautomático reduza o tempo de revisão dos lances e aumente a precisão das decisões da arbitragem. Com a conclusão da fase de integração entre VAR e SAOT, a entidade entra na reta final antes de colocar a tecnologia em funcionamento nas principais competições do futebol brasileiro.
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