Em meio a uma investigação que se arrasta há anos e envolve diferentes frentes do crime organizado no Rio de Janeiro, um novo capítulo trouxe de volta ao centro da mídia, nomes já conhecidos das autoridades.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou denúncia contra o traficante Marcinho VP, sua esposa, Marcia Gama Nepomuceno, o filho, Oruam, e outras nove pessoas.
Segundo o órgão, todos passam a responder por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A ação ocorre no contexto de uma operação recente da Polícia Civil, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados ao grupo investigado.
Leia mais:
- Oruam é considerado foragido após 66 violações à tornozeleira
- Oruam, filho de Marcinho VP, planeja candidatura em 2026
De acordo com a 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, o esquema teria como base a movimentação e ocultação de recursos provenientes do tráfico de drogas em comunidades do Rio de Janeiro.
Mesmo preso há mais de 20 anos em um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS), Marcinho VP continuaria exercendo influência dentro da estrutura criminosa.
A denúncia sustenta que Marcia Nepomuceno seria responsável pela gestão financeira do grupo. As investigações indicam que ela recebia valores em espécie de integrantes do Comando Vermelho e utilizava o dinheiro para aquisição e administração de bens como imóveis, fazendas e estabelecimentos comerciais, com o objetivo de ocultar a origem dos recursos.
Quer ler mais notícias de fama? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!
Já o Ministério Público aponta que Oruam seria beneficiário direto do esquema. Segundo a acusação, ele recebia valores ilícitos e utilizava a carreira artística como forma de dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido a partir das atividades da organização.
Estrutura do grupo criminoso
A denúncia do MPRJ detalha ainda a divisão do grupo em quatro núcleos de atuação:
- Núcleo de liderança encarcerada: comandado por Marcinho VP, responsável por decisões estratégicas e controle financeiro mesmo preso.
- Núcleo familiar: formado por Marcia e Oruam, encarregado de intermediar ordens e administrar ativos.
- Núcleo de suporte operacional: responsável por auxiliar na lavagem de dinheiro e na ocultação do patrimônio.
- Núcleo de atuação nas comunidades: ligado diretamente ao tráfico de drogas, com função de arrecadar valores e repassar parte ao núcleo familiar.
As investigações seguem em andamento e o caso agora aguarda desdobramentos na Justiça.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.








Comentar