Um e-mail atribuído ao empresário norte-americano Jeffrey Epstein voltou a repercutir após a divulgação de novos documentos relacionados às investigações sobre crimes de exploração sexual e tráfico de menores nos Estados Unidos. A mensagem contém um comentário ofensivo direcionado a mulheres da região Norte do Brasil e faz parte de arquivos liberados recentemente pelo Departamento de Justiça norte-americano.
O conteúdo integra um novo lote de documentos tornado público na última sexta-feira (30). Segundo o governo dos Estados Unidos, a liberação ocorreu após a entrada em vigor de uma lei federal que estabeleceu prazos obrigatórios para a divulgação de materiais mantidos sob custódia do órgão. Ao todo, o conjunto reúne mais de 3 milhões de páginas, cerca de 180 mil imagens e aproximadamente 2 mil vídeos produzidos ao longo das investigações. Em dezembro de 2025, outro pacote com cerca de 30 mil páginas já havia sido divulgado.
Em um dos arquivos, aparece uma troca de mensagens atribuída a Epstein em que ele relata deslocamentos pelo Brasil e faz observações pessoais. No texto, há a afirmação de que o Norte do país teria “as mulheres mais feias do mundo”. As autoridades não informaram quem seria o destinatário do e-mail.

Jeffrey Epstein foi acusado de abusar sexualmente de mais de 250 menores de idade e de operar uma rede internacional de exploração sexual. Ele mantinha contato com empresários, políticos e personalidades do meio artístico. O empresário morreu em 2019, enquanto aguardava julgamento.
Arquivos indicam menções ao Brasil
Os documentos recém-divulgados também apontam referências frequentes ao Brasil. Mais de quatro mil arquivos citam o país em diferentes contextos relacionados às investigações.
Parte do material mostra conversas entre Epstein e o ex-agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, acusado de crimes sexuais. As mensagens indicam que Brunel teria atuado no recrutamento de mulheres brasileiras. Há ainda registros de uma tentativa de Epstein de adquirir uma agência de modelos no Brasil, em 2016, anos após sua condenação por aliciamento de menor, com o objetivo de facilitar contatos no país.
Os arquivos também incluem diálogos em que o empresário demonstra interesse por modelos brasileiras. Jean-Luc Brunel foi cofundador da agência MC2, sediada em Miami, que recebeu apoio financeiro de Epstein.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar