A Polícia Civil do Pará prendeu em flagrante, na última sexta-feira (9), Daniel Carlos de Souza Farias, suspeito de aplicar golpes que causaram prejuízos superiores a R$ 100 mil no município de Cametá, região nordeste do estado. Natural de Tailândia (PA), o homem utilizava ferramentas de inteligência artificial para conferir veracidade a ofertas fraudulentas de lanchas, caminhões e imóveis de leilão, tendo como alvo principal pessoas idosas.
De acordo com o delegado Felipe Alckmin, titular da delegacia de Cametá, as investigações revelaram um esquema sofisticado e incomum para a região. O suspeito gerava imagens fictícias de veículos e embarcações por meio de plataformas como o ChatGPT.
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Para garantir a confiança das vítimas, ele também manipulava fotos inserindo a si mesmo em falsos cenários dentro de agências da Caixa Econômica Federal e outros órgãos públicos, simulando a intermediação legal de bens.
Até o momento da prisão, duas vítimas foram confirmadas, ambas idosas (60 e 70 anos). Explorando a vulnerabilidade tecnológica e os desejos pessoais dessas pessoas, o estelionatário conseguiu convencer um dos idosos a transferir R$ 60 mil para a falsa compra de uma lancha, enquanto o segundo repassou cerca de R$ 40 mil acreditando estar adquirindo um caminhão.
Para manter o fluxo de dinheiro, o golpista alegava que os bens estavam retidos em outras cidades, como Santarém, e exigia novos depósitos, apresentando contratos com CNPJs inexistentes.

A resposta da Polícia Civil foi imediata após as denúncias. Durante a prisão em flagrante, os investigadores apreenderam farta documentação falsa utilizada nos crimes. O histórico do suspeito aponta reincidência: ele já havia sido preso em 2014, na cidade de Goianésia, por crimes de estelionato envolvendo fraude na locação e venda de veículos.
As investigações continuam para mapear a real dimensão dos prejuízos e identificar novas vítimas na região. A Polícia Civil alerta a população para desconfiar de promessas de vendas com preços muito abaixo do mercado e sempre verificar a autenticidade de CNPJs e agentes intermediários em transações financeiras, especialmente aquelas que envolvem depósitos antecipados.
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