A Vara Única da Comarca de Tucumã, no sul do Pará, decretou a prisão preventiva do garimpeiro, de 42 anos, apontado pelas investigações como o principal suspeito do assassinato da garçonete Carleane da Conceição da Silva. Após a expedição do mandado judicial, equipes plantonistas realizaram buscas em diversos endereços da região suburbana, mas o investigado não foi localizado e passou a ser considerado oficialmente foragido da Justiça.
O crime gerou grande revolta na população local e entra para a lista de investigações de homicídios e ações urgentes das forças de segurança no interior paraense acompanhadas pelo portal.
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Execução ocorreu após o fim do expediente
O assassinato de Carleane aconteceu em abril deste ano, motivado por uma discussão banal dentro de um bar do município. A garçonete se recusou a vender bebida alcoólica para um cliente sob a justificativa de que o estabelecimento já havia encerrado o expediente. Cerca de 40 minutos após o desentendimento, um homem utilizando balaclava (capuz que esconde o rosto) retornou ao endereço em uma motocicleta e efetuou diversos disparos contra o local. A jovem foi atingida, chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Tucumã (HMT), mas não resistiu aos ferimentos.
Logo no início das diligências, o suspeito chegou a se apresentar e prestar depoimento formal na delegacia do município, ocasião em que negou qualquer envolvimento ou participação no delito. Contudo, o avanço da apuração policial reuniu elementos contundentes que desconstruíram a versão do acusado.
Provas sólidas e canais de denúncia
A medida cautelar extrema foi assinada pelo magistrado com base em um robusto conjunto de provas técnicas estruturado pela Polícia Civil. O inquérito reúne boletins de ocorrência, depoimentos detalhados de testemunhas presenciais, exames cadavéricos emitidos pelo Instituto Médico Legal (IML), relatórios hospitalares e o rastreamento de imagens de câmeras de vigilância de vários pontos da cidade, que permitiram a identificação dos veículos utilizados tanto na execução quanto na rota de fuga.
O mandado judicial reforça que a detenção é indispensável para a garantia da ordem pública e para a conveniência da instrução criminal, dada a gravidade do ato e a repercussão social. A Polícia Civil mantém as investigações para esclarecer se houve a cooperação ou participação de outras pessoas na dinâmica da fuga.
As autoridades estaduais ressaltam que qualquer informação que auxilie na localização de Eustáquio Barbosa Júnior pode ser repassada de forma totalmente anônima e segura através dos números 181 (Disque-Denúncia) ou 190 (Polícia Militar).
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