O clima de hostilidade entre Washington e Teerã atingiu um novo patamar de alerta nesta terça-feira (14). Uma fonte de segurança do alto escalão do governo iraniano garantiu à imprensa internacional que o país dará uma "resposta devastadora" caso os Estados Unidos levem adiante a ameaça de bombardear a Montanha Pickaxe (Kuh-e Kolang), uma das áreas mais fortificadas do território persa. A declaração ocorre em meio ao fechamento unilateral do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas no último fim de semana.
As ameaças de Trump e as suspeitas americanas
A nova escalada verbal começou após o presidente americano, Donald Trump, afirmar em entrevista ao programa The Hugh Hewitt Show que o complexo subterrâneo está "na lista" de alvos e que os EUA "provavelmente" conduzirão uma ofensiva contra a localidade em breve. O mandatário alegou que Teerã "não está se saindo bem" com suas obrigações atômicas e sugeriu que o local abriga atividades ilícitas.
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Por outro lado, as autoridades iranianas classificam as acusações de Washington como falsas. A diplomacia local pontuou ainda que eventuais investidas militares do governo americano não mudarão a postura do país em relação ao bloqueio do Estreito de Ormuz — rota comercial marítima estratégica por onde escoa grande parte do petróleo mundial —, cujos direitos o Irã afirma que não recuará em defender.
O que é a Montanha Pickaxe e o monitoramento por satélite
Situada nas proximidades da conhecida usina de enriquecimento de urânio de Natanz, a Montanha Pickaxe abriga uma vasta rede de túneis e galerias subterrâneas. De acordo com analistas de inteligência militar, a engenharia do local foi desenhada para resistir até mesmo aos impactos de bombas do tipo Bunker Buster, projetadas para perfurar blindagens de concreto e solo profundo antes da detonação.
• Janeiro a Fevereiro de 2026: Relatórios do Instituto para Ciência e Segurança Internacional apontaram obras de fortificação nas entradas leste e oeste do complexo, com aplicação de novas camadas de concreto.
• Junho de 2026: Imagens de satélite captadas pela empresa de monitoramento Vantor registraram movimentação contínua de caminhões de carga e maquinário pesado nos acessos subterrâneos.
As imagens levantaram suspeitas de agências ocidentais sobre uma possível violação do Memorando de Entendimento assinado pelas duas potências em 17 de junho. Questionado sobre os planos de contingência, o Pentágono informou que não se pronunciará sobre relatórios de inteligência ou operações em andamento por motivos de segurança estratégica.
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