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CIÊNCIA E SAÚDE

Estudo associa insônia a maior risco de câncer antes dos 50 anos

Pesquisa apresentada no congresso da ASCO aponta probabilidade elevada para tumores de mama, útero e intestino em adultos jovens com distúrbios do sono.

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Imagem ilustrativa da notícia Estudo associa insônia a maior risco de câncer antes dos 50 anos camera Pesquisa apresentada no congresso da ASCO aponta probabilidade elevada para tumores de mama, útero e intestino em adultos jovens com distúrbios do sono. | Reprodução

Um estudo recente associou o diagnóstico de insônia primária a uma probabilidade significativamente maior de desenvolvimento de tumores de início precoce, ou seja, antes dos 50 anos de idade. O trabalho foi apresentado no congresso anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), realizado nos Estados Unidos.

Para a realização da pesquisa, cientistas do centro de câncer MD Anderson analisaram dados clínicos da plataforma TriNetX, reunindo informações de mais de 413 mil adultos na faixa etária entre 18 e 50 anos que sofriam com o distúrbio persistente do sono. O grupo foi comparado a mais de 18 milhões de pacientes sem registros de problemas para dormir.

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Tipos de tumores mais frequentes

O acompanhamento médico monitorou o aparecimento de diagnósticos oncológicos no período de um a cinco anos após o registro inicial de insônia. A incidência revelou um aumento importante de risco em patologias específicas:

• Câncer de mama: Pacientes com insônia apresentaram uma probabilidade três vezes maior de desenvolver a doença antes dos 50 anos.

• Câncer de útero e de intestino: O risco identificado foi quase duas vezes maior no grupo que sofria com a falta de sono.

• Câncer de ovário: Os dados apontaram para uma probabilidade cerca de 1,5 vez maior de detecção do tumor.

De acordo com o resumo divulgado, a correlação estatística ficou concentrada principalmente em tumores de origem hormonal e de início precoce, sendo mais prevalentes em pacientes do sexo feminino.

Alerta não indica causalidade direta

Apesar de os dados servirem como um importante sinal de alerta, os coordenadores do estudo reforçam que a associação estatística não estabelece uma relação de causa e efeito. Isso significa que o levantamento não demonstra que dormir mal provoca o câncer diretamente.

Por ser uma análise baseada em prontuários de registros reais, o resultado final pode sofrer interferência de outros fatores clínicos concomitantes, predisposições genéticas e hábitos cotidianos dos pacientes. O estudo conclui que a perturbação crônica do sono deve ser tratada como um fator de risco relevante e modificável, abrindo caminhos para que novas investigações científicas aprofundem os mecanismos dessa ligação.

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