A presença de Neymar na lista final de convocados para a Copa do Mundo trouxe consigo o primeiro grande drama da Seleção Brasileira antes mesmo da apresentação do elenco. O camisa 10 foi chamado pelo técnico Carlo Ancelotti apesar de não ter plenas condições de jogo, após sentir fortes dores na panturrilha direita durante a derrota do Santos para o Coritiba, no último domingo, pelo Campeonato Brasileiro.
A comissão técnica da CBF já tinha conhecimento, na segunda-feira, de que o problema não se limitava a uma pancada superficial. O diagnóstico inicial aponta para a necessidade de pelo menos dez dias de repouso absoluto, o que torna incerta a participação do atacante no amistoso contra o Panamá, marcado para o dia 31 de maio, no Maracanã.
Detrás dos bastidores, há uma clara divergência sobre a gravidade da situação. Informações de bastidores indicam um conflito de diagnósticos entre o staff do atleta e os médicos: discute-se se o caso é uma lesão muscular real ou apenas um edema decorrente de fadiga.
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Enquanto o estafe do jogador assegura que ele terá condições de jogo em curto prazo, a CBF adota cautela e prefere apostar na capacidade de recuperação do atleta ao longo do período de preparação.
O técnico Carlo Ancelotti já havia sinalizado que assumiria esse risco. "Para um prazo de 40 dias, podemos chamar um jogador que não vai estar 100% no dia da convocação, mas que tem que estar 100% durante a Copa", justificou o treinador italiano em coletiva recente.
O comandante revelou que o critério para a escolha do craque foi sua evolução física recente no Santos, onde vinha atuando com regularidade. Ancelotti também ressaltou o peso da experiência e a liderança do atacante para o ambiente do grupo.
Em nota oficial, a CBF informou que monitora a situação através de laudos enviados pelo clube paulista, ressaltando que a responsabilidade legal sobre as informações médicas cabe ao Santos até o dia 27, data em que os atletas se apresentam oficialmente e serão submetidos a exames detalhados pela equipe médica da Seleção.
A preocupação com a panturrilha de Neymar foi tão latente que Ancelotti chegou a formatar duas listas de convocação na véspera do anúncio; caso o craque fosse cortado por veto médico imediato, o atacante João Pedro seria o substituto chamado.
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