O desemprego encerrou o mês de julho com queda de 5,3%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (27). O resultado é o menor dos trimestres encerrados em julho desde o início da série histórica, em 2012.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que acompanha os principais indicadores do mercado de trabalho brasileiro. Com o resultado, a taxa de desocupação permanece próxima das mínimas históricas registradas no país.
No trimestre móvel anterior, encerrado em abril, a taxa de desemprego era de 5,8%. Com o resultado de julho, houve uma redução de 0,5 ponto percentual na comparação entre os dois períodos.
Já em relação ao mesmo trimestre de 2025, quando o índice estava em 5,6%, a taxa registrada em julho também apresentou queda, reforçando o cenário de baixa desocupação no mercado de trabalho brasileiro.
Ao longo do primeiro semestre, as taxas de desemprego permaneceram abaixo dos níveis registrados no mesmo período de 2025. Apesar disso, as oscilações mês a mês foram discretas, sinalizando estabilidade do indicador em um patamar historicamente baixo.
Quer ler notícias no celular? Acesse o canal do DOL no WhatsApp
Avanços no mercado de trabalho
Especialistas avaliam que esse cenário é reflexo da sequência de avanços no mercado de trabalho observada desde a retomada da economia após a pandemia de Covid-19. Com a desocupação em níveis mínimos, o mercado continua aquecido e apresenta condições favoráveis para novas contratações.
Para a segunda metade do ano, no entanto, a previsão é de que esse quadro de estabilidade possa ser substituído por uma piora gradual do mercado de trabalho. Entre os principais fatores apontados está a possível desaceleração da atividade econômica.
Após registrar crescimento de 2,3% em 2025, a economia brasileira deve avançar em ritmo mais moderado neste ano. Segundo as projeções mais recentes de analistas consultados pelo Banco Central, divulgadas no Boletim Focus, a expectativa é de crescimento de 1,9% em 2026.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.








Comentar