As motos elétricas estão avançando no mercado brasileiro em 2026, impulsionadas pela busca por economia, praticidade e alternativas para a mobilidade urbana. Embora as scooters ainda dominem a categoria, a oferta começa a se diversificar e já inclui motocicletas com desempenho e visual mais próximos dos modelos tradicionais.
Dados da Fenabrave mostram que o mercado brasileiro de motocicletas cresceu 15% no primeiro trimestre de 2026, superando 1,1 milhão de unidades emplacadas. No mesmo período, o segmento de motos elétricas registrou uma expansão superior a 400%, sinalizando uma aceleração da eletrificação sobre duas rodas.
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Mesmo com esse avanço, as elétricas ainda representam menos de 1% de todas as motocicletas comercializadas no país. O cenário, portanto, ainda é de consolidação, mas a chegada de diferentes modelos começa a ampliar as possibilidades para quem pretende trocar a moto convencional por uma alternativa elétrica.
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QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS MOTOS ELÉTRICAS DISPONÍVEIS?
A atual oferta brasileira já reúne modelos destinados a públicos diferentes. Há desde scooters pensadas para trajetos curtos e deslocamentos urbanos até motos capazes de alcançar velocidades próximas de 100 km/h.
Entre os modelos que ajudam a representar essa diversidade estão Yadea Keeness, Super Soco TSX, Aima X6, Watts WS120, Shineray SHE-S e Vammo CPX e Comfort.
YADEA KEENESS: ELÉTRICA COM DESEMPENHO DE MOTOCICLETA

Entre os modelos da lista, a Yadea Keeness é a que apresenta a proposta mais próxima de uma motocicleta esportiva convencional. O modelo utiliza motor central com potência de pico de até 11.000 W, enquanto a potência nominal fica em aproximadamente 5.500 W. A velocidade máxima chega perto dos 100 km/h.
A alimentação é feita por duas baterias removíveis de 72V e 32Ah, capazes de proporcionar autonomia estimada entre 120 e 129 quilômetros, dependendo das condições de utilização. A motocicleta ainda oferece suspensão dianteira invertida, freios a disco com sistema CBS, painel digital e regeneração de energia durante a condução.
SUPER SOCO TSX APOSTA NA MOBILIDADE URBANA

A Super Soco TSX tem uma proposta diferente. Mais leve e voltada ao uso cotidiano, a motocicleta foi desenvolvida para quem procura uma alternativa elétrica para os deslocamentos urbanos. O motor entrega aproximadamente 3.000 W, enquanto a velocidade máxima fica na faixa de 75 a 80 km/h.
A bateria removível tem capacidade próxima de 60V e 32Ah, com autonomia estimada entre 70 e 100 quilômetros, dependendo do estilo de condução e das condições de uso. A proposta do modelo é combinar praticidade, autonomia suficiente para deslocamentos diários e menor custo operacional.
AIMA X6 É VOLTADA AO CONFORTO

Entre as scooters elétricas, a Aima X6 aposta principalmente em conforto e facilidade de utilização. O modelo utiliza bateria de lítio removível, geralmente na configuração de 72V, e conta com motorização desenvolvida para o uso urbano.
A velocidade máxima fica entre 45 e 60 km/h, enquanto a autonomia pode variar de aproximadamente 60 a 100 quilômetros. Com ergonomia voltada ao uso cotidiano, a X6 atende principalmente quem busca uma solução prática para circular pela cidade.
WATTS WS120 É OPÇÃO DE ENTRADA

A Watts WS120 aparece como uma alternativa mais simples para quem pretende entrar no universo das motos elétricas. A scooter nacional utiliza motor de aproximadamente 1.200 W e pode atingir entre 50 e 60 km/h.
A autonomia média fica na faixa de 60 a 80 quilômetros, com variações de acordo com o estilo de condução. O modelo tem como principais características a proposta de custo-benefício, utilização urbana e menor necessidade de manutenção em comparação com uma motocicleta convencional.
SHINERAY SHE-S MISTURA CARACTERÍSTICAS DE MOTO E SCOOTER

A Shineray SHE-S ocupa uma posição intermediária entre os dois conceitos. Embora tenha uma base associada às scooters, o modelo apresenta visual mais próximo de uma motocicleta tradicional. O motor entrega aproximadamente 2.000 W, permitindo alcançar entre 75 e 80 km/h.
A bateria de lítio é removível e trabalha em um sistema de aproximadamente 72V. A autonomia média fica entre 60 e 90 quilômetros, dependendo das condições de utilização. A proposta é oferecer uma alternativa elétrica para quem não se identifica com o visual tradicional das scooters.
VAMMO CPX E CONFORT MIRAM O USO DIÁRIO

A Vammo também atua no segmento com os modelos CPX e Comfort, ambos desenvolvidos principalmente para mobilidade urbana. As scooters têm presença em frotas e serviços de mobilidade, mas também podem ser encontradas para consumidores que procuram uma alternativa elétrica para o deslocamento diário.
No modelo mais potente, a velocidade máxima pode chegar a aproximadamente 90 km/h, enquanto a autonomia pode superar 100 quilômetros em condições favoráveis de uso urbano. As baterias removíveis e a preocupação com eficiência operacional estão entre os principais diferenciais da proposta da marca.
POR QUE AS MOTOS ELÉTRICAS ESTÃO CRESCENDO?
O avanço da categoria está relacionado principalmente à procura por soluções de mobilidade urbana mais econômicas e eficientes.
A ausência de combustíveis fósseis na operação, a possibilidade de recarga e a menor quantidade de componentes mecânicos sujeitos a manutenção são alguns dos fatores que despertam o interesse dos consumidores.
O crescimento superior a 400% registrado no primeiro trimestre de 2026 mostra que existe espaço para expansão, mesmo partindo de uma base ainda pequena.
ELÉTRICAS AINDA SÃO MENOS DE 1% DO MERCADO
Apesar dos números expressivos de crescimento, é importante colocar o avanço em perspectiva. As motos elétricas ainda representam menos de 1% do mercado brasileiro de motocicletas. Isso significa que os modelos convencionais continuam amplamente dominantes nas vendas.
O cenário também mostra que a eletrificação das duas rodas está em uma fase diferente daquela observada nos automóveis. A infraestrutura de recarga, o preço de aquisição, a autonomia e a adaptação do consumidor ainda são fatores importantes para a expansão da categoria.
O FUTURO DAS MOTOS ELÉTRICAS NO BRASIL
A tendência é que o mercado brasileiro continue recebendo modelos com propostas cada vez mais variadas. A categoria, que durante muito tempo ficou concentrada em scooters urbanas, começa a incorporar motocicletas com maior desempenho e características mais próximas das motos convencionais.
Com participação ainda inferior a 1%, o segmento possui amplo espaço para crescer. O aumento expressivo registrado em 2026, combinado à chegada de novos produtos e à evolução da tecnologia, indica que as motos elétricas podem conquistar uma parcela cada vez maior da mobilidade urbana brasileira nos próximos anos.
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