O empate por 2 a 2 com o Atlético-MG deixou ao Clube do Remo a sensação de que poderia ter conquistado mais na noite do último sábado (8) no Mangueirão. Após abrir o placar e sofrer a virada ainda no primeiro tempo, o Leão reagiu na etapa final, empatou e teve chances para buscar a vitória.
Na avaliação de Léo Condé, o principal problema esteve na forma como a equipe passou a ceder espaços depois de um início positivo. O treinador reconheceu que o Galo conseguiu explorar justamente o setor em que o Clube de Periçá encontrou mais dificuldades.
"A gente começou muito bem, pressionando a saída de bola do Atlético, fizemos o gol, tivemos mais uns 10 minutos ali bem jogados. Depois a gente começou a ceder muito espaço para essa boa equipe do Atlético. Eles começaram a ganhar campo e a gente não achou o ponto da marcação, principalmente pelo lado esquerdo", destacou.

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Condé explicou que a movimentação do adversário confundiu a marcação azulina. Segundo ele, os mineiros trocavam posições e criava superioridade no setor, enquanto o Remo não conseguiu ajustar a cobertura para impedir as jogadas que terminaram nos dois gols da virada.
"A gente foi envolvido, mas também pecamos por não ter fechado o lado direito. As jogadas encaixaram ali pelo lado esquerdo, mas a gente não fez a devida cobertura nos dois gols. É a bola de futebol e tomamos a virada", pontuou.
No intervalo, o treinador promoveu mudanças de posicionamento e aumentou a agressividade da equipe. O Remo voltou com linhas mais altas, passou a controlar mais a partida e encontrou espaços para pressionar o Atlético, que recuou as linhas na tentativa de proteger a vantagem.
"Ajustamos o setor esquerdo, o Zé Ricardo passou a ajudar o Mayk e a entrada do David Braga foi para sustentar um pouco mais a bola. A gente não estava conseguindo sustentar essa bola no meio-campo. O Braga entrou muito bem fazendo essa função e a gente começou a ter o domínio do jogo", explicou.

A reação veio com Gabriel Taliari após passe de Vitor Bueno, mas Condé entende que o Remo teve condições para sair de campo com os três pontos. O treinador citou principalmente a oportunidade desperdiçada por Alef Manga nos minutos finais como uma das chances que poderiam ter mudado o resultado.
"Eu acho que a gente poderia, pelo volume que criou, principalmente no segundo tempo, ter virado. Tivemos a chance para virar, principalmente aquela bola no pé do Manga", relembrou.
Outro ponto levantado pelo técnico foi o desgaste provocado pela sequência de jogos. Condé lembrou que o Remo disputou seis partidas em 16 dias, com viagens para São Paulo, Mirassol e Santos, além do confronto pela Copa do Brasil.
"A gente começou o jogo na quinta-feira com o Corinthians e fechou no sábado seis jogos no intervalo de 16 dias. Nem os três dias que é para ser respeitado se respeitou. A gente tentou rodar algumas peças, mas é uma discrepância muito grande de orçamento", lamentou.

Para Condé, o cenário ajuda a explicar as dificuldades para manter o mesmo ritmo durante os 90 minutos. O treinador citou as lesões de Marcelinho e Mayk e afirmou que o período maior até o próximo compromisso permitirá recuperar o elenco e trabalhar melhor as opções disponíveis.
"Aqueles que a gente não conseguiu rodar, que foi o caso do Marcelinho (não jogou) e do Mayk, jogaram praticamente todos os jogos. Correu um risco grande. Tomara que não seja nada grave para nenhum dos dois", disse.
Mesmo com o Remo permanecendo na zona de rebaixamento, Condé vê evolução no desempenho recente. O treinador reconheceu o peso do início ruim da campanha, mas acredita que a equipe pode reagir caso consiga manter o rendimento apresentado nas últimas rodadas.
"Se a gente pegar as 10 últimas rodadas, provavelmente o Remo está ali entre o décimo e o décimo segundo colocado. Então está tendo um crescimento. A gente paga muito pelo mau início da competição, mas, se conseguir manter esse padrão nas últimas rodadas, vai ter, sim, chance de sair dessa situação", finalizou.
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