
Após a divulgação de um levantamento do DOL que comparou os custos operacionais de Clube do Remo e Paysandu em partidas do Campeonato Paraense no Mangueirão, o Leão Azul se manifestou por meio de nota oficial para esclarecer as diferenças nos valores gastos entre os clubes.
No comunicado, os remistas justificam os números com base na expectativa de público e na logística adotada para os jogos. O clube destacou que fatores como a quantidade de portões abertos, número de profissionais envolvidos e a abrangência do serviço de alimentação influenciam diretamente nos custos.
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Segundo o Remo, o aluguel do Mangueirão segue uma tabela da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), que varia conforme a expectativa de público. Segundo os azulinos, o Papão alugou o estádio para até 10 mil torcedores, o Leão optou por um modelo que permitia até 30 mil pessoas.
Tal diferença teria elevado o custo de R$ 30 mil para R$ 40 mil. Esse fator impactou também o número de profissionais envolvidos na operação: cerca de 440 pessoas trabalharam no jogo do Remo, mais que o dobro das 190 presentes na partida do Paysandu.
Outro ponto destacado na nota está relacionado à segurança. Os azulinos argumentam que, por conta da maior estrutura operacional necessária para seu jogo, o gasto com segurança foi maior, totalizando R$ 65.480,00, enquanto o rival desembolsou R$ 34.039,10.
Além disso, o clube ressaltou que o lanche fornecido durante o evento foi disponibilizado não apenas aos agentes de segurança, mas a todos os profissionais envolvidos na partida, o que justificaria o custo mais elevado nesse item.
Ainda assim, a comparação entre os borderôs reacendeu o debate sobre a gestão financeira dos clubes paraenses e a necessidade de um planejamento detalhado para otimizar os recursos sem comprometer a qualidade dos eventos.

Confira a nota na íntegra:
O Clube do Remo esclarece ao seu torcedor que o borderô é um documento oficial e transparente de todas as despesas existentes no estádio. É importante que todos saibam que os cálculos são feitos previamente em uma estimativa de público no espetáculo, principalmente no que diz respeito à segurança.
Os números apresentados após a partida contra a Tuna estão numa normalidade e segundo o praticado no mercado. A diferença de valores que chamou atenção no comparativo com Paysandu x Águia se justifica pelas logísticas diferentes, exemplo: Paysandu alugou o estádio para receber um público de 10 mil pessoas, o Remo até 30 mil. Vale explicar que a Seel trabalha com 3 formas de aluguel: até 10 mil pessoas (R$ 30.000); de 10 a 30 mil pessoas (R$ 40.000); e de 30 mil até a carga máxima do estádio (R$ 60.000).
Essa definição acontece com antecedência durante reunião envolvendo os Clubes e os órgãos de segurança, quando é proposta a expectativa de público. Isso interfere diretamente na quantidade do staff, desde a entrada no estacionamento, portões de acesso, cadeiras, arquibancadas e gramado. No jogo de terça-feira, foram abertos apenas 2 portões do lado B totalizando somente 14 catracas. Já na quarta-feira, eram 4 portões somando 34 catracas. No jogo do Paysandu trabalharam cerca de 190 pessoas; no jogo do Remo, aproximadamente 440. O lanche disponibilizado pelo Paysandu atende exclusivamente aos órgãos de segurança, o Remo beneficia a todos que estejam trabalhando diretamente no jogo.
Talvez estes sejam os principais pontos, entre tantos outros, a serem esclarecidos ao torcedor para demonstrar a transparência e seriedade de quem trabalha pelo Clube com respeito ao maior interessado nisso tudo, que é o nosso torcedor.
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