A poucos dias da convocação definitiva para o Mundial, Carlo Ancelotti deixou o campo nos Estados Unidos com mais certezas do que dúvidas — ainda que a concorrência interna tenha aumentado. A vitória por 3 a 1 sobre a Croácia encerrou a última Data Fifa antes do anúncio da lista final.
O técnico avaliou o desempenho como consistente e ressaltou o comportamento coletivo da equipe. Para ele, o grupo respondeu bem ao que foi pedido nos dois amistosos disputados nesta janela internacional.
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"Eu estou feliz, motivado, confiante e tranquilo. Porque eu acho que temos uma boa estrutura da equipe. Temos um bom ambiente, que está trabalhando muito bem."
Além do resultado, Ancelotti valorizou a forma como o time se impôs em campo, sobretudo na intensidade e na solidez defensiva. Mesmo reconhecendo ajustes a fazer, demonstrou confiança no processo.
"Ganhar com a Seleção é sempre especial. E, quando perde, sempre dá muita tristeza. É uma vitória importante. Eu acho que a equipe jogou muito bem, muito sólida, intensa. A ideia era jogar assim. Tem coisas que, obviamente, temos que melhorar. Mas, como disse depois do jogo contra a França, estamos no caminho correto", prosseguiu o treinador.
Um dos pontos mais enfatizados pelo comandante foi o rendimento dos jogadores com menos rodagem na equipe principal. Segundo ele, a resposta positiva dos novatos amplia a competitividade interna e dificulta a definição da lista final.
"O que me deixa mais satisfeito é que os novos aproveitaram muito a oportunidade. Obviamente isso aumenta a dúvida pela lista definitiva, porque Igor Thiago foi muito bem, Léo Pereira foi muito bem, Danilo (Santos) bem, Endrick muito bem, Kaiki também. Todos aproveitaram e isso é um sinal positivo para a equipe, agora vamos seguir avaliando o que vai acontecer nas ligas europeias e também no Campeonato Brasileiro", declarou.
Durante a partida, o treinador promoveu oito alterações, especialmente no setor ofensivo. A justificativa foi física e estratégica, buscando manter o ritmo da equipe até o fim.
"As mudanças foram, sobretudo, para colocar pernas frescas no campo. Endrick, Igor Thiago, Martinelli e Rayan. Porque, na verdade, na frente, eles trabalharam muito. No segundo tempo, eles estavam um pouco cansados, então nós mudamos o sistema. Mas, obviamente, mudou a característica. E o Endrick aproveitou que estava mais dentro para buscar o pênalti e a assistência para Martinelli."
Com a disputa por vagas aberta e o desempenho recente como termômetro, Ancelotti chega à reta final de observações com um cenário competitivo e um grupo que, segundo ele, evolui na direção desejada.
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